quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Crônica sobre o nascimento inesperado



Escolhi o dia de hoje, meu aniversário de trinta e cinco anos pra contar algo muito sério.

E aí chega o dia em que você se arrepia só de pensar, o dia em que você sabe que mudará sua vida para sempre, que nada mais será o mesmo e que sua atitude em relação ao acontecimento trará novas rotinas que você terá que executar pelo resto da vida... Pois é, chegou o dia do nascimento do meu primeiro... cabelo branco.

Alguns fios aleatórios permeavam a minha cabeça já há alguns anos, mas era aquela coisa, arrancou - "não arranca um que nasce sete!" - já era. Mas foi nesse ano que eles começaram a nascer aos montes. Aliás... qual a velocidade de crescimento do cabelo branco? De manhã ele não está lá, a noite ele está lá no topo da cabeça, tirando uma com a sua cara.

Claro que nada que já justifique começar a tingir a raiz todos os meses, mas isso tem me incomodado um bocado. Esses dias estava eu linda e fofa com meu cabelo lindamente escovado, quando olho no espelho, tem um fiozão branco bem no alto, arrepiado, parecendo o Cebolinha.

Conheci uma moça que tinha muitos, mas muitos cabelos brancos aos dezenove anos... isso sim deve ser difícil. Acho que o fato de eu estar me aproximando dos trinta e cinco estão pesando... sempre fui super de boa em relação a fazer aniversário, sempre gostei mesmo, mas essa história de estar a cinco anos dos enta está me deixando meio abalada hahahaha.

Quando o dia chegar, será a hora de começar a clarear os cabelos, como se diz por aí, a mulher não fica velha, fica loira. E ainda chegará o tão sonhado dia - esse sim sonhado - que meu cabelo vai ser todo branquinho e eu vou pintar de rosa, igual a aquelas velhinhas fofas.









Nenhum comentário:

Postar um comentário

obrigada pelo comentário!