terça-feira, 28 de outubro de 2014

Falando sobre a morte com as crianças

Lá em casa tento não fantasiar além da conta com Dudu, acredito que esse tipo de proteção excessiva só traz decepções futuras, então faço o possível para ser o mais realista dentro da normalidade, sem ser cruel. Confesso que mesma sou uma pessoa super mal resolvida com o assunto morte e falar disso com uma criança torna as coisas ainda mais difíceis pra mim.


Mas Eduardo é muito curioso e sempre tem uma perguntinha na ponta da língua. Primeiro começou com a história do peixinho que morreu lá na casa do pai, que ele não se abalou muito. Perguntei o que aconteceu e ele disse que o peixe não acordou e que o pai jogou na privada (que fim horrível pra esse peixe #RIPPeixe). 

Depois um dia, falando sobre os bisavós que ele não conheceu, ele me perguntou onde eles estavam. Falei que tinham virado estrelinha e pensei que tinha sido suficiente, mas ele começou a perguntar porque as pessoas viram estrelinhas. Eu disse que quando a pessoa fica muito velhinha, ela vai pro céu e vira uma estrela e mais uma vez veio uma chuva de perguntas: 


- Todo mundo vira estrela? 

- Você vai virar estrela? 

- EU vou virar estrela? 

- As estrelas viram pessoas de novo? 


Ai ai ai

Recentemente, brincando com o meu pai, ele estava muito perto da sacada e meu pai disse pra não ficar se debruçando lá, que ele poderia cair e se machucar. "Mas se eu cair e MORRER, eu vou nascer de novo nessa família?". Complicado né? 

Andei lendo por aí como lidar com a questão da morte com crianças tão pequenas e em todos lugares que li, diziam o seguinte: 

  • Obedecer a idade da criança e seu raciocínio 
  • Levar em consideração a pergunta da criança e não se aprofundar muito na resposta 
  • Porém, dizer coisas como "o fulano dormiu pra sempre" podem assustar a criança a causar problemas com o sono (TOC TOC TOC) 
  • No caso de uma perda próxima, deixe a criança viver o luto da forma dela, mas dê todo o apoio necessário
  • Deixe a criança chorar, mas não force 
  • O ideal é usar a palavra morte ao invés de eufemismos ou metáforas (essa confesso que ainda não consigo) 

A revista Veja dá algumas dicas de como lidar com a questão: 

Fonte: Revista Veja

E vocês, como lidam com um assunto tão delicado como esse?

2 comentários:

  1. Muito bom o post, Thata! Sempre bem difícil mesmo falar sobre isso com eles, principalmente qdo nós tb enfrentamos a dor de uma perda. beijo querida

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    1. é verdade, já é difícil pra gente processar a morte, imagina para os pequenos né?

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obrigada pelo comentário!