Em outras praias

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Maternidade e suas frustações

Contém #mimimi

Dito isto vamos ao texto.

A partir do momento que decidi por ser mãe, entrei com tudo nela.
Não foi fácil.
A primeira gravidez aconteceu rapidamente, nascimento, amamentação e uma depressão pós parto me consumiram.
Fiz o meu melhor pelo JP, fiz com tanto amor que hoje o vejo como um menino feliz, sorridente, amoroso, um menino que me dá muitos motivos para sorrir, que agora quer ser grande para dirigir o carro e não deixar eu ficar no trânsito (coisas de quem mora em SP).
Passado alguns anos, muita coisa mudou e aquele medo de tudo errado (ou que eu julguei errado) me ajudaram a querer mais um filho. Não para consertar o passado ou fazer tudo diferente, mas pq eu sabia que eu era outra pessoa e que poderia fazer o melhor pro meu filho. 
Sabendo que nada seria igual, fiquei grávida, me cuidei muito, li muito sobre tudo.
Não consegui meu VBAC, mas consegui uma coisa muito mais importante para mim: amamentar.
Não tenho como descrever a sensação de felicidade ao amamentar corretamente, ver meu filho crescer saudável.
E de cabeça em tudo isto vi meu filho com uma dermatite que não desaparecia, uma tosse com catarro terrível, que remédio não dava conta, além de muco nas fezes (que até ali não tinha percebido que era muco). 
Médicos, médicos, até que uma médica de plantão sugeriu que poderia ser alergia ao leite de vaca.
Orientou-me a fazer dieta com restrição ao leite, soja e glúten. O glúten seria mais pq tenho histórico familiar.
10 dias de dieta, uma discreta melhora.
10 dias de tapioca, maça, arroz, alguns legumes e frango. 
Em uma semana fui em 5 médicos diferentes: 2 alergistas, pediatra, homeopata, dermatologista. 
No 11º dia fui em uma gastropediatra.
Contamos tudo que estava acontecendo, mostrei foto de como ele ficou, das idas e vindas ao médicos, dos sintomas. Ela nos encheu de perguntas.
Falou da minha dieta e sugeriu parar a amamentação e iniciar um leite especial.
Chorei muito.
Ela explicou que em 10 dias, não seria tempo suficiente para limpar meu organismo do leite de vaca, mas que era esperado uma melhora maior.
Outro fator foi que ele não tinha engordado nem 100 g no último mês.
Orientou a tirar o leite com a bomba, doar, que o diagnóstico não estava fechado.
Fiquei muito confusa, não queria. 
Li mais um monte de coisas a respeito.
Mas precisava confiar em alguém. Precisava fazer algo pelo meu filho.
Se foi a melhor forma? Ainda não sei, só digo que fiz pensando na melhora dele.
Aos 3 meses e 22 dias, meu filho deixou de ser amamentado.
Chorei.
Chorei.
Começamos o leite especial. 
10 mL
30 mL
60 mL
A dermatite não sumiu de um dia para outro, mas a tosse e o muco desapareceram em 2 dias.
Fizemos alguns exames, ainda não saíram os resultados.
Está sendo fácil?
Não.
A minha frustração maior em tudo isto é saber que estava preparada para um desmame o mais natural possível em um mês (quando volto a trabalho), e não consegui.
Gustavo está aceitando o novo leite bem, procura ainda os seios, para se aninhar, e eu tenho o colocado juntinho de mim sempre, não tirei isto dele, não tirei isto de mim.

(quando eu estiver em condições melhores, escrevo contando como foi a introdução do leite especial, como solicitar o leite especial ao Governo, como foi a retirada do leite dos seios, mais sintomas do APLV)

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