segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Escolhendo o ginecologista

Meninas, se na época da minha primeira gestação eu tivesse o conhecimento que eu tenho hoje, adquirido pela profissão e pelo amor ao mundo gestacional que me faz querer sempre saber mais e mais, com certeza eu não teria recebido a minha filha por um parto cesariana. Respeito a escolha de cada mulher, afinal o parto é nosso, e quem deve decidir a via de nascimento de nossos filhos somos nós, mas por falta de conhecimento somos enganadas muitas vezes. Por isso resolvi escrever sobre qual é a melhor maneira de escolher um médico/obstetra (semana que vem falarei sobre a escolha da parteira). Antes mesmo de começar as tentativas para engravidar procure um profissional. Uma boa maneira de encontrar é conversando com as pessoas. Pergunte aos amigos, familiares e outros profissionais da área da saúde de sua confiança se recomendam alguém. Quando tiver uma listinha de nomes, classifique os que mais lhe chamaram a atenção, sendo pelo currículo do médico, experiências, especialização ou até mesmo por ser perto da sua casa ou trabalho e marque para conhecer pelo menos dois médicos. Faça todas as perguntas que achar importante. Não se trata de verificar se o profissional responde corretamente as suas perguntas, mas de seguir o instinto e descobrir um que tenha os mesmo objetivos e a mesma filosofia que você. Leve em consideração se ele é um médico qualificado para a função e se ele, assim como o (s) hospital (is) que ele recomenda para o parto (se você não tem a intenção de fazer um parto em casa), estão credenciados no seu plano de saúde (supondo que você tenha um). Verifique também a possibilidade do médico realizar o procedimento de parto no seu hospital de escolha e não nos hospitais que ele costuma executar. A escolha final é sua! Pergunte qual o tipo de parto que ele recomenda ou faz com maior frequência, e observe a maneira como ele aborda o assunto. Este questionamento lhe mostrará se as ideias dele são compatíveis com seus desejos e ideais. Indague sobre a taxa de cesariana e parto normal desse obstetra e em que circunstâncias ele toma a decisão de fazer uma cesariana. Atente-se! O que ele diz, as vezes não é o que realmente acontece, pesquise! Não esqueça de comentar sobre a episiotomia, o que ele fará se o bebê não estiver encaixado no momento do parto e por último, em relação à gestão da dor, as ideias do médico estão compatíveis com as suas? Outras perguntas importantes são em relação à política de indução de parto: até quando o médico estabelece um prazo limite para tomar tal providência e quanto tempo depois da data prevista ele costuma esperar antes de induzir o parto. Troque uma ideia sobre as regras do médico relativas a quem poderá acompanhá-la nas consultas e no parto. O que o profissional pensa sobre as doulas e se vai de encontro com os seus interesses. Caso você tenha uma patologia ou pré-disposição para algum tipo de doença, não deixe de questioná-lo sobre uma eventual complicação e qual a experiência do médico nestes casos. Se você estiver pensando em fazer um parto vaginal após cesariana, pergunte a taxa de sucesso do médico nestes casos (o ideal será que ele tenha uma taxa de sucesso entre 60 e 80%). Tem a intenção de fazer um parto na água? Verifique se o hospital pratica este tipo de parto e certifique-se que o médico tenha experiência. Lembre-se, você terá consultas frequentemente, alguns médicos no começo e no final da gravidez preferem acompanhar a gestação quinzenalmente, por esta razão, verifique se a localização, o percurso e os horários de atendimento do médico estão de acordo com as suas necessidades. Pense no seu conforto e bem estar! Questione ao médico quem o substitui quando ele está viajando ou atendendo outras pacientes. Peça para conhecer seu (s) substituto (s). É muito importante se sentir segura! Espero muito ter ajudado. Faça a escolha certa do profissional para não se frustrar após o parto! Uma boa semana para você e até semana que vem.


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