quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Humanizando opiniões

Vira e mexe nas redes sociais e blogs maternos têm sido pautados basicamente por histórias e protestos sobre a humanização do parto. Eu preferi não entrar na pilha de ninguém, mas agora que as coisas estão mais calmas decidi escrever um pouco sobre isso.

O que tem se visto por aí são ataques e discussões que na maioria das vezes não agregam nada a ninguém. Ninguém se convence por um lado ou por outro simplesmente por ficar lendo e ouvindo a mesma coisa por dias a fios, compre Batom, compre Batom. O "convencimento" virá de você, de algo que vai te tocar, de algo que já estava dentro de você. E isso é bom, é saudável. O que não é saudável é fazer disso a única verdade que existe, que importa e que nada mais, nenhuma outra opinião importa, todos estão errados e só sua linha de pensamento está certa.

Em absoluto não sou contra o parto normal, cada um sabe o que é melhor pra si. Assim como não levanto bandeira nenhuma a favor da cesárea, já que essa foi a MINHA opção - e não a opção do meu médico, da minha família, da sociedade - não importam o que digam, a opção foi minha e totalmente minha. Minha mãe sempre diz que faria mil partos normais (fez dois), mas não faria mais nenhuma cesárea (fez uma junto com a laqueadura, 32 anos atrás). Mesmo assim, PN sempre foi algo distante na minha vida, entendam, eu nunca sonhei com um parto normal, nunca mesmo. Por que não? Por um milhão de motivos que não cabem explicar aqui, que são meus, somente meus.

Fora minha mãe, eu nem sabia dizer quem mais tinha feito Parto Normal. Depois das redes sociais, conheci dezenas de mulheres que o fizeram. Juro, admiro elas com todo o meu coração, são mulheres corajosas, valentes, com uma força que eu admito que jamais teria. Admiro ainda mais quem não faz disso um troféu e mais do que um troféu, um argumento para diminuir as demais que não tenham feito o mesmo que elas. O que não me desce é o desrespeito, aquela avalanche de fotos que se a pessoa que as posta pretende chocar alguém, o máximo que ela consegue é despertar a raiva de quem não concorda com elas. E assim o ciclo do dois lados continua...  raiva, desrespeito, briga, raiva...

Chega né?

Um comentário:

  1. Gostei.
    Falou e disse tudo.
    Parece que as pessoas ficam atrás de troféu quem faz parto normal e quem amamenta exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê, precisa ir lá buscar o diploma....aff...quanta hipocrisía...precisamos saber respeitar as escolhas dos outros, mesmo que as mesmas diferem das nossas...

    Bacana seu texto..

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obrigada pelo comentário!