segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tenho preguiça de mãe porta de escolinha


Na escola do meu filho todas as mães me conhecem. Não pense que é porque eu sou super simpática porque na verdade eu moooooorro de preguiça de me socializar com “mães porta de escolinha”. Conhece o perfil? É tudo muito parecido:

- Elas demoram 18 minutos para colocar o filho na cadeirinha. Gente, qual é a dificuldade nisso? É só colocar a criança sentada, passar os braços no cinto, ajeitar no ombro e fechar. Simples assim. 

- Elas trocam receita de bolo na porta da escola. Oi? Vamos trocar email, ser amigas no face e nos falarmos por lá? Não seria mais fácil?

- Elas recebem os filhos como se não os vissem há uma semana. Dão abraço, beijo, ficam perguntando como foi o dia, tudo ali na frente da escola.

- Elas enxergam a fila de carros que tem para pegar crianças e mesmo assim se fazem de cegas no volante cortando a fila imensa. Afinal, já diz o ditado: o mundo é dos espertos!

- Elas também aproveitam o momento que a “tia” entrega o aluno para falar do desenvolvimento da criança, para saber quando ele será desfraldado, alfabetizado, etc.

- Essa mãe porta de escolinha é a mesma que você vai encontrar na reunião bimestral e vai ver que ela não sabe nada sobre respeito, solidariedade, coleguismo e você vai ouvir dela “não é porque o seu filho não come guloseima que o meu não vai trazer”. Essas são os tipos de mães que criam os coleguinhas do seu filho, aqueles com os quais seu filho convive diariamente.

- Elas param o carro em cima da calçada e, vamos combinar, calçada não é lugar de estacionar! Além de danificar a pobre, calçada é passagem dos pedestres e também espaço de esperar a cria sair da escolinha.

Geralmente, na porta da escola, sempre tem uma placa “proibido estacionar”, ou seja, o negócio deve ser jogo rápido: parar, ligar o pisca-alerta, pegar a criança, beijo e tchau não fala comigo, me liga, me escreve, a gente se vê por aí plim plim.

Podem não saber meu nome, mas sabem que sou a mãe do Ben. Devo ser conhecida como “a chata”. Ou não. Sempre alguma delas comenta que me viu na revista, que viu fotos nossas num evento ou leu algo no blog. Desconfio que também fiquei conhecida pela primeira reunião escolar, na qual coloquei todos os meus pontos de vista, inclusive que não achava certo levar guloseimas para a escola. Sim, porque o meu filho não come e não vai levar, o seu poderá comer na sua casa e também não deveria levar. 

Até hoje não entendo como não sou mãe porta de escolinha, tenho probabilidades grandes para isso, pois A-DO-RO conversar, trocar experiências, receber e dar pitacos. Meu assunto preferido é: maternidade! Faço parte do grupo apontado por um estudo que afirma: mulheres fazem mais amizades na gestação e após darem à luz.

Gabriela Miranda é louca por Ben há quase 2 anos e autora do blog Bossa Mãe.

Mas vamos combinar: façamos isso nas reuniões, nas festinhas e não na porta da escola! Ah, e sem violar as regras e condutas de civilidade e cidadania. Afinal, somos exemplos dos nossos pequenos!

Gabriela Miranda é jornalista e mãe do Ben, de dois anos. Comanda o Bossa Mãe

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