quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Relembrando: Uma mãe que não queria ser uma

A Adri Amorim contou como oi a chegada da Mimi na vida dela.




Cá estou eu contando a história de uma mãe que não queria ser mãe - tá, já tô no paredão só esperando as pedradas -

Um dia, depois de 3 anos de casada, o Eduardo viu a Nicole (afilhada) brincando com o pai dela, acho que ela tinha na época uns 2 anos. Quando chego no quarto encontro o Eduardo sentado e bem sério: "Eu quero isso! Eu quero ser pai! Quero ter um bebê só pra mim, quero um meu". Pensei: "ferrou!!!"

Lá fui eu pra terapia, sim, por incrível que pareça nem toda mulher vem com esse programa instalado de fábrica, algumas (como eu) devem formatar a máquina, e não é nada fácil isso. Ir na terapia foi super bom, tenho sim trocentos traumas (acho que vc também tem) e neles pudemos QUASE chegar à raiz disso tudo, eu disse quase pois chegamos em um ponto tão complexo e tão traumático que não consegui ir pra frente.

O que aconteceu? Com 5 anos de casa tive um aborto em Janeiro com MUITA dor, mega sofrido. Em Março descubro que estava grávida de novo. Foi um choque, apesar de não estar me protegendo. Eu tenho pavor de barriga de grávida (pedras, pedras, pedras) acho que só passei a mão em uma na vida, na minha! Acho sim que bebês dentro da pança são a coisa mais estranha, ainda mais quando se mexem. Não acho legal ser "governada" pelo Bebê, não curto aquele nhénhénhém de mulherada catando na sua barriga sem antes nem dizer oi e todas aquelas modificações do corpo quase me deixaram loka.

Minha gestação da MiMi apesar de todos os meus dramas, meus choros, meus medos, meus traumas... foi! Vou falar: não é algo que estou louca pra passar de novo não! Mas descobri que posso sobreviver e sobrevivi!

Curto ser mãe, curto mesmo - isso nunca foi problema, me via mãe, não queria era gerar - mudei radicalmente minha vida pra receber minha princesa, fechei sociedade em escritório, fui trabalhar em casa, mudei o foco do meu trabalho pra poder ser uma mãe próxima e deixei pra lá festas e badalações constantes.

E por que contei isso? Por que sei que tem mais gente como eu por ai, só que está tudo escondida nessa vida de piu piu piu de mãe Doriana. Sim, tem gente que aprende ser mãe na marra. Mas aprende!

Eu aprendi e aprendo toooooooooodo santo dia quando minha flor me chama mãmãnhe pra ajudar ela sair do berço e começar os trabalhos.

Agora vamos às pedradas... prometo responder aos comentários, se tiver algum é claro rsrsrsrsrsrs

Adri Amorim

4 comentários:

  1. Adri... vc teve o empurrão do marido... Eu tenho um caso contrário... eu acho q por ter tanta vontade de ser mãe Deus se encarregou de me ajudar a realizar meu sonho. Sou mãe solteira. Eu tb não me imaginava barriguda, e custei a me adaptar àquela situação gestante. Como achava estranho... eu queria a criança pronta e se possível desfraldada aos 2 anos e pouco. Vc não está sozinha tenho outras amigas que não querem filho de jeito nenhum. Depois de ser mãe passei a entender melhor essa opção de vida. bjos

    ResponderExcluir
  2. Nossa eu ameiiiiiii de verdade o post, por que acho que ajuda mesmo muitas mães que só veem a perfeição por aí e vão caindo cada vez mais em depressão por acharem que não são boas, não são normais por que se sentem diferentes. Muito bom.

    ResponderExcluir
  3. até que em fim uma mâe que quer falar a realidade!! NÂO entendo porque é tão difícíl disser que ser mãe tem momentos enlouquecedores.Choros que nada da jeito, manhas, e daí. tu é mãe não uma santa, que não erra, não sente medo.

    ResponderExcluir
  4. Passei pelo mesmo sentimento. Vamos ser realistas!!!

    ResponderExcluir

obrigada pelo comentário!