segunda-feira, 2 de julho de 2012

Convidada especial: Mãe-jornalista: minha doce e feliz realidade por Grazi Araújo

Aquela velha história de que ser mãe é uma profissão, é a mais pura verdade. Mas no meu caso, não bastaria. Alguns meses depois que o Vitor nasceu, eu precisava voltar a minha antiga e louca paixão de escrever, de ler, de interagir com os meios e de pensar em formas de comunicação. Há quase 9 meses ele veio ao mundo. E há quase 5, eu voltei a trabalhar. Desde então, convivo com letras e mamadeiras. Com inspiração em casa e no trabalho.

Penso em quais maneiras vou me dirigir ao público interno da organização na qual trabalho. E também como me fazer entender e conseguir me comunicar com meu filhote. Ah, e claro, em criar pautas para os veículos. A chegada do frio gera uma baita mídia espontânea para a imprensa. E também uma preocupação de mãe se o filho está bem agasalhado.

O Dia das Mães é a segunda melhor data no ano para o varejo. E chove jornalistas querendo informações do comércio e a opinião dos lojistas. Na mesma vibe, meu coração se derrete ao pensar que este será o meu primeiro Dia das Mães com o meu pimpolho.

É um mundo maluco. E apaixonante. Assessora de imprensa tem que estar pronta 24 horas, 7 dias por semana. Alguma semelhança não é mera coincidência. Mãe também tem turno mais do que integral. E quando algum colega jornalista liga, lá pelas 21h, querendo marcar uma entrevista para o outro dia, às 9h? Às 21h é a hora de preparar a mamadeira e colocar o Vitor para dormir. Mas e aí? Meu celular faz parte do mailing dos veículos e isso faz parte da profissão. O que fazer nessa hora? Com uma mão, preparar a mamadeira, com a outra, dar um colinho pro meu filho que está chorando porque tá com fome e sono e, no ombro, apoiar o celular para dar atenção ao pedido de entrevista. Sim, para o espanto de alguns homens, é possível fazer tudo ao mesmo tempo. E deixar todos satisfeitos, com seus desejos atendidos. Não tô dizendo que é fácil, mas aí que entra a parte de ser uma boa mãe e uma boa profissional. E também a modéstia, claro.

Ser mãe e jornalista são duas das muitas profissões que uma mulher pode ter. Isso que aqui, nesse texto, nem entrei no mérito de cuidar da casa, de si e do marido. Mas quer saber? Não quero outra vida não, nem em sonho. Porque aqui, na minha realidade, tá transbordando felicidade.



Grazielle Araujo

http://www.graziaraujo.blogspot.com/

Um comentário:

  1. parabens! eh sempre bacana ver uma mulher/mae/profissional feliz e realizada.

    ResponderExcluir

obrigada pelo comentário!