segunda-feira, 21 de maio de 2012

Convidada especial: Eu e minha sogra por Camila Duarte


A Camila Duarte, do ótimo Mamãe Tá Ocupada, mandou seu texto falando da bela relação que tem com a sua sogra!

Eu me apaixonei perdidamente aos 19 anos, ou melhor, nos apaixonamos e foi à primeira vista. Vivemos intensamente aquela paixão cega em que você não enxerga um palmo diante do próprio nariz. Quem nunca?

Passado um tempinho, o namoro era sério e veio para ficar, daí você começa a oficializar a relação, apresentar para a família, sair com a turma de amigos e etc. Nesse momento, me caiu uma ficha importante: eu estava loucamente apaixonada e namorando o filho mais velho de uma mãe de três meninos! E ela não era apenas uma mãe, era do tipo leoa e superprotetora, ou seja, uma sogra encrenca do caramba!

Ouvi a voz dela dando ordens a uma empregada antes mesmo de vê-la, coisa que me gelou a espinha. Sogra encrenca e agora? Mas, a imagem da sogra não era de encrenca nenhuma. A convivência também não e muito menos a afinidade, pelo contrário!

Sempre nos demos muito bem, tínhamos assunto e interesses em comum, inclusive os programas em família se tornavam cada vez mais frequentes, o que fazia com que nos aproximássemos naturalmente.

Mas a verdade, infelizmente, é que as situações difíceis da vida são as que acabam aproximando mais ainda as pessoas e com a minha sogra não foi diferente. O meu namorado, ou o filho da sogra, ficou doente durante um feriado da Páscoa. Viagem marcada, feriadão à vista, delícia! Porém, desmarquei tudo e praticamente me internei com ele no hospital e ficamos lá durante uma semana: sogra, namorado e eu. Estávamos mais próximas e mais à vontade uma com a outra. Dizem que foi aí em que eu a conquistei de vez, quando demonstrei a maior dedicação, amor e carinho do mundo com o filho dela (fica a dica!).

Alguns anos depois, os meus sogros se separaram, deram fim a um casamento de 24 anos. Um momento extremamente difícil, senti uma tristeza tão grande, algo que eu nunca imaginaria sentir. Ter tido três filhos homens foi o maior colo que a minha sogra poderia ter recebido nessa situação. Os meninos foram muito, muito bons com ela e lá estava eu também. Sempre juntos, fazendo programas, viajando e dando força com questões e assuntos em que só as mulheres podem se ajudar e entender.

Foram sete anos de namoro, SETE e não tenho uma vírgula para falar da minha sogra. Ela participou do plano “o pedido de casamento”, ajudou na escolha do anel (!!!) e foi a minha wedding planner, wedding organizer e braço direito durante todos os preparativos do casamento, da lua-de-mel e da nossa casa nova. Novamente, não tenho uma vírgula para me queixar, aliás, eu insistia e fazia questão da presença e da participação dela em tudo.

Do casamento ao anúncio da gravidez foi um pulo, 3 meses! Ela vibrou, se emocionou, fez festa e tudo o mais que podia para esperar o nascimento da primeira netinha. Caprichou na ajuda com o enxoval, com o quartinho e esteve ao nosso lado o tempo todo, sempre apoiando as nossas decisões e escolhas, dando palpites sim, mas de acordo com o que lhe era solicitado, pois nunca senti que ela invadia o nosso espaço sem respeito.

Quando a Manu nasceu, ela me perguntou se eu queria ajuda para quando voltasse para casa da maternidade com um bebê recém-nascido. Eu, como mãe de primeira viagem, mal sabia do que precisaria, mas aceitei. Cheguei em casa e encontrei uma compra de supermercado feita por ela, coisa que dava para mais de 1 mês! Tinha uma foto diferente da Manu em dois novos porta-retratos, um na minha mesinha de cabeceira e o outro na do meu marido. Mais ainda, ela comprou um lençol novo cor de rosa, em homenagem a nossa primeira filha, e arrumou a nossa cama de um jeito extremamente carinhoso e acolhedor para receber os novos pais em uma missão e jornada que não é das mais fáceis, convenhamos...

Talvez o momento do nascimento da Manu tenha sido relativamente estressante para toda a nossa família e com a minha sogra foi igual. Quando nasce um bebê, nasce uma mãe, um pai, tios, tias, avós e avôs e é preciso acertar algumas arestas. Meu marido é uma pessoa de extremo bom-senso e foi nota dez nesse momento, de colocar cada um no seu devido lugar. Crise básica, mas rápida e superada.

Pouco tempo depois, me descobri grávida (de gêmeos!) e ela estava ao meu lado. Comemoramos muito e ela continuou me ajudando em tudo para receber os meninos, inclusive, fomos viajar juntas para fazer o enxoval.

Desde sempre, tivemos uma relação muito boa e verdadeira. Ela não mede esforços em me ajudar com absolutamente nada e tenho um verdadeiro amor e admiração pela pessoa que ela é, pelo carinho que eu e os meus filhos recebemos dela, por tamanha generosidade e dedicação sempre. Ela não é só a sogra, ela é uma pessoa que eu faço questão de ter por perto, de encontrar, nem que o meu marido não esteja junto, aliás, ela fala mais comigo do que com ele, que é o filho homem e mais velho.

Esse tipo de relação foi super bem construída e firmada, já se vão 13 anos! Acredito que nós duas tivemos sorte, pois é sabido que noras e sogras não costumam se bicar, né?! Mas além do carinho, respeito e amor, acho que nem eu ou ela implicamos com coisas à toa, sabem, do tipo picuinha? A gente nem tem tempo e nem dá bola para as coisas pequenas!

Meu marido às vezes até parece ter um certo ciúmes, acha que nós somos muito cúmplices, mas tenho certeza de que ele fica bem tranquilo de ter a mulher e a mãe como grandes amigas!

A sogra da Camila com certeza também recebe o diploma de Sogra Legal aqui do Loucura Materna!!





A Camila é do Mamãe Tá Ocupada!



@mamaetaocupada
www.mamaetaocupada.com.br/blog

Nenhum comentário:

Postar um comentário

obrigada pelo comentário!