quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sex and the City e a Maternidade



Um dia desse assisti Sex and the city 2 novamente, eu já havia assistindo, isso em 2010, mas nessa época era diferente.
Um dia antes tivemos um papo no twitter super MEU MOMENTO, o tema era: Mãe também é gente.

Eu estou sofrendo, estou sentindo culpa, estou com medo.
Sempre fui tranquila com meus sentimos, nunca senti medo de errar, nunca senti medo de me perder.

Charlotte York* sempre quis ter uma família, filhos, e ela teve... anos depois ela surtou.
Ela sentiu a necessidade de não te-los, de ter um tempo só pra ela. Hoje eu me sinto como ela.

Por que nos sentimos mal em querer um tempo?
Por que nos sentimos fracassadas por assumir que precisamos do nosso espaço?
Por que sentimos medo de ser feliz e aproveitar certas coisas sem eles?

Quando eu ficava com o Fe em casa o dia todo eu era bem "liberal", desde os 6 meses o Fe dormia na casa da vovó, ou passava horas longe de casa. Hoje eu não consigo deixa-lo ir, sinto um vazio, sinto culpa, me sinto mal. Afinal já passo longas 9 hrs longe dele todos os dias, é justo nos FDS, ou fim de tarde me ausentar mais um pouco pra cuidar de mim?

Será que ele precisa tanto de mim quanto eu imagino?
Será que hoje não sou eu quem precisa muito mais dele, do que ele de mim?

Se saio sem o Fe penso toda hora em "se ele estivesse aqui". Esses dias achei injusto comer um sorvete sem estar com ele, vcs tem noção?
Mesmo muitas vezes eu precisando ficar sozinha, pra descansar, pra limpar a casa, pra fazer compras eu não consigo, meu medo de me tornar ausente faz com que eu cancele qualquer compromisso.

Até onde isso pode atrapalhar a minha vida?

Essa semana tomei coragem, vou enfrentar meus medo e vou me dedicar a mim também! Meu filho vai continuar a me amar, e eu vou continuar a ser uma boa mãe.

Eu preciso disso.

Me dedicar a maternidade não impede de eu me cuidar, ir ao salão no fim da tarde, a academia a noite, ou fazer compras sozinha, com calma, sem choro nos finais de semana.

Preciso trabalhar essa minha "intensidade", eu meu desejo de viver com urgência, preciso a aprender que a solidão é necessária. Preciso encontrar a Dina que fui há alguns anos, aquela que gastava o quanto queria com bolsas e sapatos não essa Dina de hoje, que compra apenas brinquedos.

Sair pra namorar, ir ao cinema, jantar sem olhar para o relógio.
Preciso voltar a escolher o restaurante pelo tempero, não só pelo espaço recreativo.

Eu, que sempre me orgulhei por ser independente, hoje sofro por ser "mãe", por fazer a minha vida girar em torno do meu filho 24hrs por dia. Eu que sempre fui imprevisivel hoje sinto medo do desconhecido.

Tudo está mudando, eu aprendi, eu percebi meus erros, espero que daqui pra frente eu enfrente e supere essa dependência, quero esquecer todos os meus "e se..." e viver como deve ser.

Ser mãe sem se perder.
Me achar, me recuperar, me amar!



Post escrito em fev/2012 - www.nossaalegria.com

16 comentários:

  1. Faz muito bem dona Dina!!! Filhos são essenciais estão sempre em primeiro lugar, mas vc precisa se dar atenção!!! Djá!!! Bjão e boas compras, bom salão e ótimos programas by yourself!!! 

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  2. Isso é mais do que natural, tb sinto uma culpa danada em deixá-lo ou em comprar coisas pra mim. Junto com o filho nasce a culpa e dela não vamos nos livrar nunca!

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  3. Pois eé Poli, demorou pra cair a ficha, a gente se desespera, mas é normal, acontece com quase todo mundo hahaha

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  4. Pois é, eu juro que conheço UMA mãe que ñ sente essas culpas. UMA em MIL rs

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  5. Nossa! Falou e disse. Me sinto exatamente assim. Essa do sorvete então foi o máximo. Estou a quase um mes e meio sem pintar o cabelo pq me sinto culpada em deixa-lo com alguém para fazer isso, mas desta semana não passa, eu juro pra mim mesmo! rsrsr

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  6. Culpa é um dos meus sobrenomes.
    Mas a gente não pode esquecer que existe.
    Adorei o vídeo filme... ri demais!!!

    Beijos,
    Ana Carolina

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  7. Minha cena preferida do filme.

    Como não se identificar?
    Como se livrar da culpa?
    O bom é saber que não estamos sós e que o sentimento é mais comum do que imaginamos. Tô solidária! Hoje consigo deixar Guilherme com a tia pra ir fazer as unhas enquanto Bernardo está na escola, por exemplo. Mas quando acaba a licença maternidade é punk. O tempo em casa diminui e a culpa vem com força. Osso!
    Um abraço solidário, viu?!

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  8. Bem isso Debora, quando o tempo diminui a culpa aumenta, e muito! Boa sorte pra nós!

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  9. Ana, mas como lembrar? Ahahahaha aos poucos toô me resgatando!
    =)
    Bjs

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  10. nunca vi esse filme /o\ mais acho que é um processo natural pelo qual todas nós passamos!

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  11. Fanny é filme mega mulherzinha, é ótimo!!!!

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  12. Pois é Cintia, cada tipo de culpa que olhe rs
    Boa sorte ai, e depois me contase conseguiu mesmo pintar esse cabelo! rs
    BJs

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  13. Texto honestíssimo.
    Dina, quem nunca se sentiu como vc? Quem nunca quis alucinadamente esse tempo e se censurava por isso?
    Assim como vc e muitas, acredito, também sentia necessidade disso.
    A maternidade é feita de estágios, vivo dizendo isso. Quando o filho é mto pequeno, nos censuramos, mas a medida que vão crescendo, nós vamos nos livrando das amarras. Hoje, já me concedi um momento só meu. E olhe só: é quando vou pra aula. Isso devolveu minha auto-estima e me reinseriu no mundo como ser e não só como mãe.
    Meu marido diz sempre que filho quer motivo para se orgulhar da mãe que tem. Então, se vc está feliz, bem resolvida e leve, tudo à sua volta se transforma.

    Beijo

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  14. Dina e como faz quando eu que fico o dia inteiro com Ellis e ainda assim não consigo deixá-la? Ela nunca dormiu fora de casa! As pouquíssimas vezes que deixo ela aproveito o momento até, a culpa só vem depois qdo chego em casa e vejo aquela carinha linda. Enfim, acho que com o tempo a gente aprende a lidar melhor com isso!

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  15. Ai menina, to neste mesmo dilema...doida para voltar a trabalhar e me sentindo culpada pois, financeiramente não preciso, queria trabalhar para mim, POR mim, para voltar a ser eu! Até escrevi sobre isso no meu blog...Ler vc me fez bem...
    Bjs,
    Mãe do Theo
    http://www.docerotinamaterna.blogspot.com.br/ 

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  16. Pois é, temos que aprender a lidar com essa culpa e viver por nós tmbm. Bjs

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