quarta-feira, 7 de março de 2012

Mãe, profissão: Sonhos, profissões, transformações

selinho




Tenho uma certa tendência para a área criativa da publicidade. Fiz curso técnico em publicidade e propaganda, passei no vestibular para uma excelente faculdade, mas não cursei porque mudei para o sul do País. Lá, a opção mais próxima ao meu desejo foi cursar Letras. De volta à terra natal, terminei a faculdade de Letras. Para bancar meus gastos, fazia bicos como professora de inglês e vendia trufa na faculdade.

Um dia, uma professora me chamou de canto e perguntou se eu não topava trabalhar de revisora de textos numa empresa que prestava serviços a agências de publicidade. Nem pensei, topei! Afinal, era uma de minhas professoras preferidas e na área que sempre sonhei.

Passei uns 5 ou 7 anos entre idas e vindas nessa empresa. Foi onde aprendi a ser profissional. Tinha o horário bem flexível e conseguia lecionar inglês nas janelas. Um dia me chamaram para ser coordenadora de uma escola de idiomas: ia ganhar bem e trabalhar bastante. Tive que me decidir entre os dois empregos. Optei pelo dinheiro. Não durei 6 meses no cargo, me desencantei com o universo pseudo-pedagógico das escolas de idiomas. Fui fazer pós-graduação em psicopedagogia clínica.

Voltei para a empresa de revisão como freela, e acabei sendo chamada para sócia. Arreguei!

Acabei abrindo um consultório de atendimento psicopedagógico. Adorava lecionar por meio de brincadeiras e jogos, fazer diagnóstico, conversar com psicólogos, psiquiatras, neurologistas, pedagogos… Ganhei um bom dinheiro em um ano de trabalho. Mas o que eu gostava mesmo era de escrever relatórios de avaliação e divulgar meu pequeno empreendimento na rede.

Até que engravidei, parei com tudo e estou aqui. Sentada e fazendo o que mais gosto: sendo mãe e escrevendo.

Trabalho? Só uns freelas que aparecem vez em nunca.

Meu sonho mesmo é ganhar dinheiro escrevendo. Escrever eu já escrevo; ganhar, até agora, só brindes e reconhecimento.

Seria esse um recomeço profissional? Ou logo sofro outra transformação que me fará mudar de ideia – mais uma vez?

Vamos acompanhar…

5 comentários:

  1. amiga

    optar pela família e não pela carreira com certeza não é uma resolução fácil mas sem duvida a mais gratificante

    escrever bem realmente você já escreve e não deve demorar nada nada para o reconhecimento aparecer 

    parabéns e tenho muito orgulho de ser sua amiga

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  2. Tem coisa melhor do que fazer algo que a gente gosta??

    Se a gente gosta, faz bem e logo toda a fama, reconhecimento e grana aparecem!!
    Adoro o jeito que  você escreve!
    Beijos

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  3. O importante é nunca deixar de sonhar, de querer ser alguém melhor!
    E tenho certeza que seus planos logo serão realizados!!
    Beijos,
    Ana Carolina

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  4. O importante é fazer o que se gosta! Com certeza ainda vou na sua noite de autógrafos!!!!

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  5. A vida vai nos conduzindo e a gente é que acha que tem que conduzir tudo. Lembra do Pagodinha e "deixa a vida te levar".

    bjs

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