quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Não senti culpa (tá senti, mas foi pouca)

             Quando surgiu a ideia de viajarmos logo pensei no tamanho da mala que faria para o João Pedro, com roupas de inverno, de verão, meia estação, de sapatos dos mais variados tipos, dos remédios, do leite, da fralda. Aí que pensamos melhor e decidimos: ele fica. Afinal de contas seriam 15 dias, 4 países e um frio com o qual não estamos acostumados. Uma decisão acertada.
             Nem me fale ai que legal, vcs fizeram uma lua-de-mel. Não foi isto não. Foi um passeio sem filho. Uma lua-de-mel (ao meu ver) tem que ter camisolas lindas, lingeries surpreendentes e muito tempo no hotel (precisa ser mais específica?). E a nossa viagem teve outro roteiro (tá teve um pouco de romantismo, mas não foi lua-de-mel).
             Me recordo quando contei para as meninas que iríamos só nós dois e a Aline fez uma cara de como assim? Eu entendo ela, fiquei com vontade de desistir tudo. Mas fui em frente.
             Em todos os passeios tivemos aquele pensamento: E se ele tivesse aqui? Nossa o João Pedro ia amar isto aqui! Vixe, onde eu ia conseguir comida pro João Pedro aqui? Ainda bem que o João Pedro não está aqui.
             No geral, eu queria estar com meu filho o tempo todo, meu pensamento era só dele, não saia da minha cabeça o que ele estava fazendo e comendo, mas sabia que ele estava bem na companhia dos avós e tios.
             Ligamos muito para saber dele, falamos via internet, enfim, não estávamos isolados do mundo, sem notícias do pequeno.
             Não senti culpa, de deixar de aproveitar algo pq queria estar ao lado do meu filho. Sentia falta dele. Tudo que ia fazer pensava no meu filhote, tudo que eu olhava nas lojas pensava que ele ia gostar, nos passeios ao ar livre pensava no tanto que ele ia estar correndo.
             Tem uma cena que não sai da minha cabeça, um menininho espantando os pombos numa praça. O menininho era incansável, os pombos pousavam no chão e o menino corria para espantá-los. O menino estava todo agasalhado, com luvas, com bota, com toca... Eu vi naquele menino o meu filho, que estaria fazendo o mesmo. Nesse momento pensei pq não estar com ele aqui? Eu o agasalharia da mesma forma do menino e sairia com meu boneco de neve passeando por aí.
             Na verdade eu posso tentar achar milhões de justificativas para falar que foi a melhor decisão ter deixado ele, e vou achá-los, mas sempre vai ter um pensamento, ou alguém que irá falar: se vc realmente quisesse ele com vc, daria um jeito. Realmente eu daria um jeito ou não teria ido. Mas não me arrependo da escolha que fiz.
             Escolher é difícil, saber que tomou a decisão certa também é difícil.

             E já vou avisando não teremos um segundinho.

18 comentários:

  1. Olha aqui ainda não surgiu oportunidade de uma viagem longa, e se aparecer, EU não sei se conseguiria deixar Sofia.
    Tudo o que você fez e pensou foi pelo bem estar de todos, e vc está certa!

    E aposto q ele adorou ficar com avós e titios sempre por perto!!

    Beijos

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  2. Tá certa Carol, você foi prática e pesou certinho a decisão de levar o JP. Eu não sei se levari as meninas ou não. Acho que a Ann não me daria trabalho, já  aIsa sim, mas aí levar um e o outro não? Viu como é complicado?!

    Beijo

    Tati

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  3. Eu concordo que seria extremamente cansativo e que vcs aproveitariam muito menos. Ao mesmo tempo, também ficaria pensando o tempo todo nos lugares que ele poderia estar, se ia gostar, etc etc.

    Como vc sabe, eu já viajei duas vezes com ele pra lugares distantes, foi difícil mas não foi impossível, na segunda vez ele já estava maior e se divertiu muito e foi mais fácil ajustar os horários dele. Não me arrependo.

    Hoje eu não consigo imaginar passar tanto tempo longe do Dudu, não concebo nem a idéia dele dormir fora de casa, mas ele não tem nem dois anos né? Sei que uma hora ou outra isso vai acontecer (ainda mais por causa da minha situação), mas não quero pensar nisso não.

    Se vc tá feliz e o JP tá feliz, isso é o que importa. Não tem regra pra essas coisas.

    Bjs

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  4. EU não deixaria o meu, mas concordo que cada um tem seu contexto.

    Explico:
    EU não deixaria o meu pois não tenho com quem deixá-lo, que eu confie 100% de que meu filho não seria um incômodo.
    Com minha família, não deixaria por lei nenhuma.
    Com a família do marido, até deixaria, mas sei que isso traria consequências infelizes, sei que meu filho iria parar em lugares e em mãos que eu JAMAIS o levaria, então, não.
    Mas confesso tbm que gostaria de ter com quem deixá-lo pra poder viajar com o maridão e tals....

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  5. Aqui os planos eram de viajarmos ano passado pra Argentina no inverno e deixar Ellis com a minha mãe, já que tem neve, etc e ela não tinha nem um ano ainda. Como compramos a casa, os planos da viagem foram adiados e eu não tive que pensar muito nisso.

    Mas, acho que eu seria como você. Eu iria, sem muita culpa. Claro que morreria de saudades, pensaria nela o tempo todo também e tudo mais. Bom como os planos foram só adiados e não cancelados, quando chegar minha vez eu te conto! Que bom que aproveitaram a viagem! Vocês curtiram, JP aproveitou uns dias nas vovós e ficam todos felizes.
    Beijo

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  6. Já viajei sem a Gi várias vezes!!!! Várias mesmo!!! Como fui mãe solteira e morava com minha mãe, ela ficava com a Gi sempre. Nunca foi dolorido nem pra mim, nem pra ela por saber que estava em boas mãos e se duvidar ela preferia ficar com a vó a ficar comigo... rsrs
    Depois que casei viajei para a Europa sem ela tb. Mas foi por uma boa causa. Será? rs Estava de férias em março e ela tinha aula, então não podia ir. Eu estava tentando engravidar  há 1 ano e nada então resolvemos nos dar esse presente para pernsar o que faríamos com a gravidez que não vinha. Me descobri grávida em Salamanca, na Espanha e foi mágico! Depois que Lucas nasceu já viajamos umas 3 vezes sem ele coisa rápida de 3, 4 dias e foi super tranquilo. Eu sou a favor de que o casal precisa de um tempo a sós e é a hora de unir o útil ao agradável. Aproveitar pra ir para lugares onde é complicado ir com crianças pequenas para namorar um pouco. Beijossssss

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  7. Eu ainda não consegui viajar sem a Alice (quer dizer, viajar sem os dois, já consegui viajar só com um deles). Assim como vc, eu sabia que ia ficar pensando em como eles estariam curtindo aqui e ali, ainda não estava pronta pra isso. E, como a Thata disse, viajar com criança é mais complicado, mas não é impossível. Dá pra levar pra 95% dos lugares...kkk Só que agora, de um tempo pra cá, ando me sentindo mais pronta pra isso. E vou além: ando me sentindo pronta também para fazer uma viagem sozinha, só eu e Deus. Só que aí já são outros 500, né? rs

    Beijos! (quero fotos da viagem!!)
    Tati

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  8. Foi um período muito importante para nós, e com certeza vamos repetir (acho que menos dias).
    E logo logo levaremos ele em nosso tour por aí!

    Beijos,Ana Carolina

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  9. Ah com certeza ele aproveitou esses dias longe da gente.
    Mas sabe com é mãe/pai sempre quer o pequeno por perto!

    Beijos,Ana Carolina

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  10. Te entendo.
    Tem que confiar muito nas pessoas que vc vai deixar o seu filho, e isso felizmente eu posso fazer.
    Mas vai surgir oportunidade e vc conseguirá fazer uma viagem bem deliciosa!

    Beijos,Ana Carolina

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  11. Eles crescem, nossa vida muda e chega uma hora q ele vai dormir longe de vc... mas isso será só depois dos 40, eu já disse!

    Na próxima o João Pedro vai com a gente com certeza.
    Beijos,Ana Carolina

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  12. Ai Fabi, acho q foi melhor para todos nós.
    E certeza que ele curtiu a família toda mimando ele!!!

    Beijos,Ana Carolina

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  13. Ai, q corajosa!
    Este ano eu cancelei 2 viagens, 1 pra Portugal e outra pro Uruguai, tudo pq não quis deixar as crianças!
    Vc tá certa, tem certos passeios q são melhores a 2 mas, a gente fica sempre se cobrando "e se.., e se..."
    eu fui bundona mesmo! 
    Agora o marido tá me convencendo a ir viajar com ele no carnaval, será q eu consigo?? Ainnn..

    Bjo!

    Loreta
    bagagemdemae 
    www.bagagemdemae.com.br

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  14. Dois realmente é mais complicado.
    Beijos,
    Ana CArolina

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  15. Miga, continuo dizendo que acho que a decisão foi otima embora voc~e nem tenha me consultado (hahahahaha - como se eu tivesse algo a ver com isso!) mas é mesmo, imagine um lugar que a gente nem conhece e leva uma criança pequena, é judiação, acho que quando é maior tudo bem, mas do tamanho do JP o melhor foid eixá-lo com pessoas que ele ama e o trataram bem!

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  16. O "e se..." mata, mas a gente tem q vencê-lo.
    Consegue sim, tem que tentar por poucos dias, mas consegue sim!
    Beijos, Ana Carolina

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