terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A mãe que eu queria ser pro meu filho... e a mãe que eu me tornei


Mesmo antes de ser mãe eu sempre pensei no tipo de mãe que eu gostaria de ser pros meus filhos. Seria uma mãe firme, rígida, porém companheira. Resposta pronta pra qualquer problema/causo/dúvida que pudesse surgir na minha vida. Um moooooonte de pré-julgamentos baseados em amigas/parentes/subcelebridades. E aí vinham as elucubrações (GENTE! Eu sempre achei que era elOcubrações, te dedico Bill Gates!!):

“Filho meu não vai chupar chupeta”
“Filho meu não vai comer doces até 76 anos”
“Filho meu não vai fazer birra na rua”
“Filho meu vai comer de UMTUDO”
“Filho meu vai falar Inglês, Francês, Espanhol, Javanês e Esperanto antes dos cinco anos”
“Filho meu vai me obedecer com o meu simples olhar”
“Filho meu vai trabalhar, não vou sustentar vagabundo”
“Filho meu vai amar a mamãe mais que o céu”

Aí né, aquela coisinha de 3,5kg e 48cm nasce, com as pintinhas amarelas no nariz aquela carinha fofa, aquele cabelinho arrepiado de Japonês punk, #coisamaisricadamamãe. Que você faz numa horas dessas? Desmonta, desmancha, derrete, SUCUMBE!

“Deixa o menino chupar chupeta SÓ UM POUQUINHO”
“Tá bom, só uma colherzinha de Danoninho”
“Tá rasgando minha revista que eu nem li? Deixa ele... olha como ele tá quietinho!”
“R$2500,00 pra estudar numa escola Bilíngüe?!? Hummm... a partir de quantos anos pode colocar no Fisk?”
“Ai, então, vamos fazer uma Previdência Privada pra ele poder comprar o carro, pagar a faculdade, viajar pro Malaui em missões sociais ou surfar, tanto faz”
“O importante é que você seja feliz, meu bebê” - disse a mãe gagá para o filho de 76 anos.

Nesse pouco tempo de maternagem aprendi que a gente definitivamente não tem controle de nada, que muita coisa independe da nossa vontade e que o ideal de um filho perfeito e mais ainda, de uma mãe perfeita só serve pra deixar a gente maluca. O alcance desse patamar inalcançável, a busca por essa perfeição que só existe na teoria, pelo menos no meu caso só me deixou frustrada. 

Claro que existem acertos, coisas a quais me mantive firme e que me orgulho (como a cama compartilhada, que eu não aderi e hoje sou feliz e canto só por causa de você, detalhes em outro post), mas existem erros e problemas também, muitos, aos montes! Coube a mim me aceitar, aceitar meu filho, aceitar que a vida é assim mesmo e ser feliz. Sou menos mãe por isso?

E você? Que mãe você queria ser? E que mãe se tornou? É feliz? Aceita? Discorda? Faz o que pra mudar?

19 comentários:

  1. Isso mesmo Thata!

    Tem algumas coisas que consegui manter. Ellis ainda não toma refri e nada de cama compartilhada por aqui também. Chupeta eu nunca fui contra. Sempre achei melhor do que ela chupar o dedo ou (GOD) fazer meu peito de chupeta.
    Mas tem outras coisas que a gente idealiza, mas que na prática são outras e a gente tem que aprender a aceitar isso e mudar. O importante é isso, aceitar que você pode mudar e o que você faz pro seu filho é sempre o melhor que você pode.
    Eu nunca fui fã desses métodos e esses livros todos, porque sempre pensei: criança num é robô.
    Acho que a gente tá fazendo um ótimo trabalho né?
    Muah

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  2. Penso que nunca nos tornamos 100% daquilo que idealizamosm, procuramos fazer nosso melhor!

    :D Muito verdadeiro seu post!

    Beijos

    Karin
    www.mamaeecia.com.br

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  3. Ai nem me fale na mãe que eu queria e na que me tornei. Sophia veio sem querer querendo e eu assumi a gravidez sem querer querendo.
    Porque ser mãe sempre foi um dos meus maiores sonhos mas eu queria um mundinho como os dos casais "normais". Casar depois ter filho. Mas nosso caso é diferente. Não me casei antes de ter a Sophia e no primeiro mês de vida dela o pai dela ainda vem me dizer que em 9 meses teria outro filho pois a noiva estava grávida. O meu mundo caiu.
    Pensei milhões de coisas. O cara já não paga bem a pensão... como vai ser com 2 filhos pra criar?! Eu não tenho estrutura! Terei que continuar na casa dos meus pais para ter com quem deixar a minha filha!
    NUNCA nunquinha eu imaginei que teria minha filha nestas circunstâncias.
    Mas hoje em dia paro e observo que nenhum marido faria o que meus pais e minha família faz por mim. No pós-parto minha mãe, avó e tia revezavam para cuidar da Sophia e eu não sentir ainda mais dores. Meu pai (que não ajudava nada em casa fora no financeiro) passou a fazer Supermercado, Sacolão e até ir ao shopping com a gente (e ele ODEIA).
    Percebi que com uma família assim eu nunca me senti nem nunca me sentirei como a "mãe solteira" que algumas pessoas insistem em rotular. Afinal este rótulo creio que seja destinado as mulheres solteiras que tem os filhos e têm de se virar e revirar sozinhas. Mulheres que eu admiro demais! Parabéns a nós mães que mesmo não sendo perfeitinhas, somos o melhor que podemos ser.

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  4. Primeiro, Amei o post, acho que todas as mamães passam por isso .. ah, como é fácil falar, mas só depois que essas coisinhas lindas estão nos nossos braços é que sabemos de fato que mãe seremos (e também podemos mudar ao longo do tempo). Minha filhota ainda é pequena, está só com 5 meses, mas me pego várias vezes nesses dilemas.

    Ainda sou a mãe que pensava que seria, um pouco menos rígida, claro, afinal, como não cair no encanto dos bambinos???

    Beijinhos

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  5. Onde assino??? Não existe maternar perfeito... É uma arte que se desenvolve com o tempo... Quando nasce um bebê e nasce uma mãe... A gente desenvolve junto com o bebê... Mãe não nasce sabendo...
    Mas me aceito assim, fazer o que né? Afinal só tem essa mãe....

    Beijocas
    Carol
    carol-damasceno.blogspot.com

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  6. Amei o texto ... real demais.. eu tbm apesar do pouco tempo.. já paguei a língua..rss 

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  7. Adoro o Loucura... e dedico uns selinhos as vcs hoje lá no meu espaço, confiram:
    http://dani13sophia.blogspot.com/2012/02/primeiros-selos.html 

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  8. Mto bom! A gente é cheia de teoria, mas na prática é outra história!
    Beijos

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  9. Olha... e a gente paga a língua grandão né?

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  10. Então, o difícil é sair dessa piração que a gente vê por aí (principalmente na Internet e redes sociais) e se aceitar. Ainda patino um pouco, mas chego lá!!

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  11. Sim, realmente eles são encantadores e sabem direitinho como nos dobrar. Mas eu sempre tive em mente que seria firme. E acho que até tenho mantido essa firmeza, mas tem algumas coisas que realmente não tem jeito, tem que entregar pra Deus, hahahaha

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  12. Sua história é muito forte! E o apoio da família nesses casos é fundamental. Já é difícil o julgamento alheio de pessoas que nos conhecem e a gente ainda tem que aturar julgamento de pessoas que nem nos conhecem!
    Fazemos nossa parte, tenho certeza!!
    Ah, adorei a foto!! Beijos!

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  13. O importante mesmo é fazer sempre o melhor pra nossa família, independente do que os outros pensem né?

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  14. Acho que sim!! O que é bom pra mim não é necessariamente bom pros outros e isso é que tem que ficar claro pra todo mundo!
    Beijos!

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  15. Nossa rs..muito engraçado e real!Eu tb disse que não iria usar chupeta nem dar Danoninho e aqui estou eu pagando a língua bonito rsrs!
    Bjs,
    Mãe do Theohttp://www.docerotinamaterna.blogspot.com 

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  16. Adorei o post. Também me orgulho de não ter praticado a cama compartilhada!

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