quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Escolinha: escolher é simples

Dificil mesmo é ter certeza.

Sem títuloTodo começo de ano é embalado pelo papo da escolinha: seja volta às aulas, seja o início da vida escolar. E uma conversa de mãe vira desabafo, de culpas, de medos, de expectativas. E acho que a questão do “será que fiz a escolha certa?” vem à tona todos os dias na hora de dar um beijo na cria e deixar entrar para a escola de mãos dadas com a tia.

Há pouco mais de um ano, eu estava sentada no banco das mães em adaptação. E achei tudo muito tranquilo. A fase de adaptação começou, na verdade, quando começamos a escolher a escolinha: se vai ser período integral, se vai ser perto de casa, se vai ser pública ou privada, se vai ser construtivista ou montesoriana. Foi a fase de um traçar um perfil da família, de quanto estávamos dispostos a gastar com a educação de nosso filho, de quais eram nossas expectativas e nossos valores.

Sem preguiça, percorri cada escolinha da região em busca não de respostas, mas de parceiros. Educação infantil não é terceirizar a educação familiar, assim como não é um lugar apenas de cuidados pessoais. Os primeiros anos de vida são cruciais para a aprendizagem de uma criança (sabia?), pois é quando desenvolvemos a base de nossa percepção de espaço e tempo, fundamentais na alfabetização e no letramento.

Enfim, escolher a escolinha, para mim, foi mais que as trivialidades de conhecer o espaço físico da instituição e a proposta pedagógica – que aliás, mesmo sendo psicopedagoga, isso me soa blablablá whiskas sachê. Eu queria era saber das atividades, dos momentos de birra, das brigas, das festinhas, do material escolar. Foi aí que eu peguei muita escola de supetão: “Como assim ela quer saber quanto se gasta na festinha do dia das mães? Para que ela quer a lista de materiais, se nem sabe se o filho vai estudar aqui?”. É nessa hora que você conhece os valores da escola: a festinha vai valorizar a presença ou o presente da mãe? A lista de materiais contempla as atividades que foram propostas, ou você percebe que vai ter taxa disso e daquilo no meio do ano, abalando sua credibilidade na escola?

Ainda me lembro da diretora dizendo que naquela escola não tinha informática, não tinha inglês, nem balé, nem natação, e a TV era só para algumas atividades esporádicas. Fico orgulhosa e parabenizo o trabalho de todos que têm ajudado meu filho a se desenvolver. Desejo boa semana e bom descanso à prô pela agenda - a aliada da nossa comunicação, muito embora o papo de porta de escola é bem mais proveitoso. Converso com outras mães fora do ambiente escolar e percebo a mesma satisfação.

A chave do sucesso foi essa combinação: confiança, comunicação e analogia de valores. Porque, na minha opinião, a escola deve ser um apêndice de casa, com limites similares, de rotina continuada, com carinho, com brigas, com diversão.

E beijo meu filho com a certeza de que fiz a escolha certa.

 

6 comentários:

  1. A família tem que estar envolvida na educação do filho desde o início.
    E a escolha da escola é fundamental para a educação (formal/informal) que queremos para nossos filhos.Beijos,Ana Carolina

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  2. Concordo, os valores devem ser casados, senão é confusão na certa na cabeça dessa criançada!!
    E  o importante é estar confortável com a escolha né?

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  3. Ass: eu.
    Mi, adorei o texto. E vejo a escola como uma parceria, uma continuação dos valores aprendidos em casa. Se houver conflito de valores, não vai dar samba. Não mesmo.
    Estou super feliz por, também, ter feio a escolha certa.

    Beijo sua tia ciumenta.

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  4. Se em casa a regra é uma, e na escola é outra, a cabeça da criança dá um nó!
    Uma pena q não é todo mundo q acha a escolinha certa de primeira, né?
    Jokas da pessoa enciumada

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  5. O duro é qdo a escolinha perfeita fica longe, custa caro... Mas daí não é perfeita, né?
    E me lembro de uma reflexão de qdo decidi colocar o Nic na escola: que tipo de educação eu quero q meu filho tenha? O q eu quero que ele pense de escola pro resto da vida?
    Jokas da Mi

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  6. O q responder para a professora Helena???
    Fico até sem graça... huahuahuahuahau

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obrigada pelo comentário!