terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Loucura de ser madrasta


Além de mãe da Doll eu sou madrasta.

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Sim, Hugo tem dois filhos, um de 12 e um de 9 anos. O Giovani e o Gustavo.



E aí que ser madrasta envolve várias coisas. De repente você se vê com uma, ou no meu caso duas crianças em casa sem nem estar pensando em ter filhos ainda. Eles te olham torto porque você não é a mãe deles, você acha tudo esquisito porque não é a mãe deles e dificilmente eles têm a mesma educação que você pretende dar se um dia tiver filhos. Claro, até porque cada um quer uma coisa pra si e pro seu filho, por que no caso deles seria diferente? No caso dos filhos do Hugo são dois tipos de educação,  já que eles são filhos de mães diferentes, são irmãos só por parte de pai.

Eles vêm passar finais de semana e feriados com a gente; agora nas férias ficaram 10 dias aqui na semana do Reveillon e agora no final de janeiro ficaram mais uns dias por aqui.

Enfim, bem ou mal, o fato de você ser madrasta já vem com um preconceito embutido. O preconceito de que toda madrasta é chata. E não vem falar que não, porque é sim. Fica todo mundo de olho em como você vai tratar os filhos do marido e como você faz as coisas.  O que as crianças comeram quando estavam com você. O que você fez ou deixou de fazer com eles e pra eles. O que eles fizeram ou não fizeram. Se voltaram de banho tomado, machucados, com sono, doentes e por aí vai.
Se eles querem comer só porcaria e você não deixa, você é chata. Se você deixa, eles só comem porcaria quando estão na sua casa. Se dormiram tarde, é porque dormiram tarde. Se você não deixa você é a chata da história. E esses são só alguns exemplos.

Claro que com filhos a história é a mesma, mas no caso da Ellis por exemplo a filha é minha. Faço como eu acho que é melhor pra ela. No caso dos enteados os filhos não são meus. Como é que dá uma bronca? E se dá, quem é você pra dar a bronca? Hugo além de tudo trabalha demais e quando consegue um tempo pra ficar com os meninos quer curtir ao máximo, quer que eles gostem do tempo que passam com o pai e acaba deixando pra lá muitas coisas.

Eu sempre quis que eles entendessem que na nossa casa (minha e do pai deles) também tem regras, até porque agora com Ellis ela vai ter regras, uma rotina e não quero que tudo vire uma bagunça só porque os irmãos estão aqui. Ou ela vir me perguntar quando for maior porque eles podem fazer ou deixar de fazer alguma coisa que ela não pode.

Muitas vezes eu mesma me acho chata, mas mesmo assim não deixo que eles façam ou alguma coisa ou não abro mão de algo porque acho que ser boa pra eles ou ser legal não é deixar eles fazerem o que querem o tempo inteiro. Muitas vezes não deixo que façam alguma coisa justamente porque me importo com eles, fico com medo de se machucarem ou de ficarem doentes, coisas do tipo. Mas muitas vezes me interpretam mal. Eu tento encontrar o equilíbrio, mas é difícil.

Chego à conclusão de que se com nossos filhos é difícil, com filhos dos outros é mais ainda. E você, o que acha? O que faria? Liberaria geral pra ser legal?

17 comentários:

  1. Que situação hein?
    Acho que liberar geral atrapalha o andamento da casa e a educação da Ellis. 
    Acredito que ser legal não é a coisa mais importante, acho que se mostrar interessada neles, mostrar que vc quer ele por perto, próximos a Ellis, é mais importante do que deixá-los fazer o que querem!
    Boa sorte com seus enteados...
    Beijos,
    Ana Carolina

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  2. É difícil, sou madrasta também de uma menina de 5 anos, já foi mais turbulenta agora com a chegada de Luiz está sendo mais calmo .

    ótima matéria.

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  3. eu passo mais ou menos pela mesma situação, e penso como você eu sou com eles oque sou com a meus filhos, mais a situação é bem complicada.

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  4. Olha, não me imagino sendo madrasta, apesar de que eu tenha que me preparar pra essa possibilidade. Sou meio cruel as vezes, então vou ter que encarnar a Noviça Rebelde, pq a última coisa que eu quero é encrenca com Joyces Carolines da vida!

    Força amiga, força!

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  5. Acho que não tem que liberar geral não. Porém, não adianta ser madrasta terrorista né? Deve haver um meio termo. E acho que o que é pra um é pra todos. Hora de farra, é hora de farra. Hora de obedecer e arrumar os brinquedos, é hora de obedecer. Se um toma sorvete, os outros também e por aí vai. Infelizmente tenho uma madrasta, mas digo infelizmente, porque ela não soube ser minha amiga e talvez, 2ª mãe. Preferiu sempre me humilhar e me deixar neurótica pelo fato de eu ser gordinha. Além de causar diversas fofocas na família e brigas que me afastaram do meu pai e irmãos. No meu caso, ela foi mesmo uma MÁdrasta, mas eu acho que você é bem legal, Tathy. Continue seguindo seu coração! bjocas

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  6. Obrigada!

    A gente leva um tempo pra achar o meio termo, às vezes acho que consegui, às vezes não.Beijo

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  7. Exatamente, eu tento ser com eles o que pretendo ser com Ellis né?

    Mas nem sempre dá certo! =-P

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  8. É isso mesmo Thata. Aos poucos vamos encontrando o meio termo.

    Amo de paixão os dois e acho que por isso num consigo liberar geral! haha
    Beijo

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  9. Pri, é difícil achar esse meio termo!! E nem sempre, tem muitas coisas que eu e as mães discordamos, não que brigamos nem nada disso, mas de conversar e ver como elas fazem em casa com eles, sabe?

    Horário de dormir, o que comer, etc é bem diferente sim. Nem de longe eu sou madrasta terrorista, mas criança é criança, você não deixa eles tomarem banho de esguicho 10 da noite com chuva você vira a bruxa má! kkkkkk
    Eu tento seguir o meu coração e tento fazer por eles o que eu quero fazer pela Ellis e que gostaria que fizessem por ela.

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  10. Oi Tathy! Realmente é uma situação bem delicada. Minha irmã passa por isso e sei bem como é. Acho que você tem feito um excelente trabalho,  seguindo a linha do meio e tentando ser legal sem liberar geral. Afinal, nem pros nossos filhos dá pra liberar geral, né? Agora, com o Vítor ficando maior, eu já me acostumei a ser a chata. E digo sempre pra ele que não estou negando a coisa porque quero fazer a vida dele ruim, mas sim pq gosto dele, já vivi mais e sei onde vai terminar aquilo. Claro que ele nem entende tudo, mas sei que no futuro vai entender. Assim como hoje eu entendo muito do que meus pais fizeram comigo.

    Beijão, ótimo post!
    Tati

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  11. Oi Tathy! Eu concordo com vc embora nunca tenha vivenciado essa situação. Mas tenho amigas que são madrastas e sofrem MUITO preconceito, principalmente da mãe verdadeira que está do outro lado da história...Tenho certeza q vc está fazendo o seu melhor!!  bjs

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  12. Obrigada Tati! 

    Achar o meio termo é complicado, mas estou tentando. A questão é que quando você nega pro seu filho é uma coisa, pra quem não é seu filho fica aquela saia justa. Mas enfim. Tem final de semana que eu abstraio e entro no jogo do pode tudo. De vez em quando é bom né??E acho que tô no caminho certo, já recebi elogios das duas Joyces Carolines. kkkkBeijo

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  13. Não sou mãe e nem acredito que eu vá ser um dia, mas como conheço você, acho que posso dizer que sei que você está fazendo o melhor que pode. Fácil nunca é, até porque, no seu caso, são várias criações diferentes, né? Então quando mistura tudo fica aquela *pequena* loucura...

    Mas você é uma pessoa justa e eu acho que é por isso que você sabe quando e como permitir e proibir... Claro que os desafios provavelmente vão só aumentar - com os dois e com a Ellis crescendo - mas eu não tenho dúvidas de que você vai continuar fazendo o que você já faz tão bem: ser mãe/madrasta.

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  14. Tathy, acho que vc disse tudo. Ser legal não é sempre dizer sim, mas cuidar como se fossem seus. Hoje eles podem não entender, mas um dia entenderão determinadas atitudes.
    Casa do pai não é apenas parque de diversão, fuga de rotina do dia a dia. É também o lugar onde ele vai conhecer, vivências os valores e o comportamento da figura paterna.

    Bjs

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  15. Voc~e é super carinhosa com os meninos, sempre te falei né amiga? Adoro a forma legal com que você lida com isso, vc é uma boadrasta!

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  16. Oi Tathy, eu também sou madrasta. Meu enteado é um fofo de 4 anos, esperto e elétrico, ainda não tenho filhos mas passo exatamente pelo que você passa. Aos olhos dos outros tudo que a madrasta faz ou deixa de fazer é por que não é filho dela e por aí vai.
    Mas vejo as madrastas como heroínas, que se dedicam, cuidam, arrancam os cabelos por esses pequenos que vieram no pacote.
    Beijos

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obrigada pelo comentário!