terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A arte da imaginação

Outro dia estávamos falando no Twitter sobre a capacidade de imaginação que nós mamães temos. JuFreitas postou sobre isso no Twitter e eu me liguei em como isso é verdade. Para isso, basta ficarmos um pouquinho longe dos filhos. Não sei se isso acontece com todo mundo mas quis escrever este post justamente pra saber se sou uma mãe normal ou se já posso me internar num hospício. 

Quando o Arthur nasceu, imediatamente à saída do hospital imaginei um absurdo de acidentes. Sério. Cada brecada que o marido dava no carro ou se passasse de 40km/h eu já me imaginava em todo tipo de acidente automobilístico. Tinha um medo danado de morrer. Tinha medo do marido morrer e ficava pensando em como seria se ele ou eu não estivéssemos aqui. Pensei em quem cuidaria dele, como seria a vida dele sem mim, essas coisas. Pensei se eu poderia vê-lo onde quer que eu estivesse, sabe essa coisa de Ghost - do outro lado da vida? Então, pensei nisso também.

Nas horas em que eu deveria dormir eu ficava ao lado dele pra ver se estava respirando, se não tinha se sufocado com o cobertor, se não tinha pulado do berço, hoje durmo tranquila e dou risada da insegurança que tinha no começo.

Às vezes penso que a depressão pós parto tenha sido a principal responsável por estes pensamentos doidos, ou então, coisa de mãe mesmo! Hoje em dia já não penso tanto nisso mas continuo extremamente preocupada com a segurança do meu pequeno (afinal, fraturou o crânio aos 10 meses) - isso é história pra outro post! Mas confesso que essa insegurança é algo que deve atingir muitas mães. Somos protetoras por natureza e confesso que sou um pouco possessiva - Ana Carolina Amado disse que o JP só namoraria aos 40 anos, acho que vou adotar essa regra também hahahaha - claro que não vamos fazer isso! 

Acredito que podemos proteger nossos filhos mas não temos controle sobre o que vão viver e sobre o que tem que passar. De qualquer forma, continuaremos a imaginar essas coisas doidas quando eles saem e demoram a voltar. Duvido que nenhuma vez você imaginou todo tipo de situação só porque o celular do marido que saiu com o filho caía na caixa postal depois de umas 50 insistentes tentativas de contato e ao chegarem em casa você não soltou um: "Porque não me avisou? Estava preocupada! Podia ter acontecido algo!". E eles só estavam se divertindo!

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.: FOTO DAQUI .:

Não sei se conseguiria tirar férias e ficar longe do pequeno, talvez eu faça isso um dia. Só deixei o pequeno com alguém quando minha mãe faleceu e ainda assim não parava de pensar nele e em como estaria. O fato dele ter tido um acidente muito pequeno e estava sob cuidados de alguém de "confiança" me deixou muito mais insegura e hoje não confio em deixá-lo com ninguém. É difícil deixar até com o marido (hahahaha), fico preocupada se comeu na hora certa, se escovou os dentes, se ainda está de pijama... a gente sempre acha que sabe fazer melhor do que ninguém. Tento não interferir muito e nem ficar ligando quando estou longe mas confesso que é muito difícil.

Sou aquela mãe que fica em cima, não deixa o pequeno se lambuzar de brigadeiro (As LM vão rir muito de mim agora!). Eu tinha tanto medo dele ficar doente que o privava de um monte de coisas, aí fiquei amiga destas doidas do LM e desencanei. A primeira vez que o Arthur pegou um brigadeiro na mão foi no aniversário do Dudu da Thais Scavassa e todo mundo reparou mas o menino não sabia o que fazer com aquilo hahahaha. Tadinho, não sou mais assim! Agora eu o deixo ser criança e experimentar as coisas!

Acho que este post tem mais contradições e dúvidas do que informação. Mas quer saber, mãe é assim mesmo: um ser em constante mudança e um mar de emoções! Mas tenho orgulho do que sou e prometo soltar as rédeas!

11 comentários:

  1. Mas é lógico que meu filho só vai namorar depois dos 40.
    ......
    Enfim, o que eu quero mesmo é protegê-lo do que eu tenho certeza que é ruim para todos e que ele aprenda a se proteger daquilo que ele julgue ruim.
    Calma Keka, até os 4o teremos muito trabalho!
    Beijos,
    Ana Carolina

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  2. A cada saída da Sofia tbém me pego tendo esses pensamentos terríveis.
    Acho que é normal.
    E a gente acha que eles só estão protegidos com a gente por perto neh??
    Te entendo viu mana?!

    E compartilho do mesmo pensamento da Ana:
    Não vou deixar nenhum marmanjo judiar das minhas flores antes dos 40!

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  3. Keka, você é uma comedia!!!! Gente, eu protejo mas vou confessar: nunca fui neurótica! Nem há 15 anos atras com a Gi e muito menos hoje com Lucas. Evitei chocolate até onde pude, hoje Lucas é simplesmente viciado!!! Pede o tempo todo! Kkkk se não quer almoçar, pelo menos come uma fruta. Agora escovar os dentes eu agarro e escovo à força! Mas não se culpe; ser mãe neurótica é normal!! Kkkkkk

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  4. Keka, eu comentei pelo cel e não apareceu! Como pode??? /o\ Eu nunca fui mega protetora não. Nem há 15 anos com a Gi e muito menos agora com Lucas. Sou bem desencanada em relação aos meus filhos, mas isso é uma qualidade (defeito?) minha! Mãe neurótica é innnn! kkkkkkkk
    Beijos gata e contunue fazendo como vc acha certo!!!

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  5. Post vida real, post pensamentos insanos de um mão... acho que todas nos somos assim, o importante é trabalhar isso pra n surtar!!!

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  6. Eu estou voltando para a terapia para trabalhar esse lado. Minha filha de 1,5 anos e eu ainda fico pensando em acidente de carro a cada esquina, morro de medo de morrer e faltar a ela. A mesma coisa com o pai. Meu medo anda tanto que tive crise de pânico na viagem com medo que acontecesse alguma coisa. Meu psiquiatra mandou eu fazer terapia urgente. Pq será??? Ah! e eu tive depressão pós parto tardia.

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  7. Tudo verdade... realmente ha´ um bocado de gente vivendo assim... mas e´ muito assustador... nao sou medica, nao sou pedagoga, nao sou especialista... so´ uma mae de tres filhos tb pequenos...
    E´ claro que ´´pensar besteira´´ faz parte, mas deixar que esses pensamentos controlem sua vida e façam com que vc impeça o crescimento natural do seu filho e´um perigo!
    Fique bem!
    ;-)

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  8. Ai que
    bom!! Pensei que eu fosse a unica neurotica..kkk. Infelizmente estou nessa
    fase. Todo o tipo de acidente e desastre passa pela minha cabeça e essa da
    respiração é fato!! O menino não pode dar um som diferente que lá estou eu, num
    pulo só da cama, ao lado do berço vendo se está tudo bem, antes mesmo dele
    terminar o som que ele fazia. Lembro bem a primeira vez que tive que sair sem
    ele. Escutava choro de bebê direto e daí começava a fazer as ligaçoes
    intervalos menores que 30 minutos ( isso pq me controlava). Fico me perguntando
    se isso vai acabar. Mas acho que deve fazer parte da fase. É terminar essa e
    entrarmos em outra. E lá vamos nós outra vez...rsrs

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  9. Acho q toda mãe  é um pouco ou muito assim...rsrs No segundo filho a gente melhora ou piora hahahaha tudo depende da intensidade!
    Só acho q nunca vai passar...rsrs
    Engraçado q os pais geralmente não são como a gente!

    bjuuuuu

    adorei!

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  10. Eu já fui pior mas confesso que ainda tenho esses pensamentos.

    Será que um dia passa?

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  11. que alivio...eu achava que era só eu...

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