terça-feira, 15 de novembro de 2011

Noites de mãe (por uma não-mãe)


Post da nossa convidada especial: Luciana Marotti, uma não mãe entre nós. Ela escreve pro blog: Pensando com Lu Marotti.



o raro eu ouço/leio as minhas amigas mães contando suas dificuldades em ter uma noite se sono, seja porque o barrigão de oito meses já não permite nenhuma posição confortável na cama, seja porque os bebês acordam a noite toda e às vezes com cólica, seja porque os pequenos que já dormem em suas caminhas têm pesadelos ou simplesmente preferem o aconchego da cama dos pais, enfim, vocês mães sabem os motivos melhor que eu que do alto de minhas noites muitíssimo bem dormidas ou acordadas vos digo: fiquem felizes!
Sim, pensem em todas as noites mal dormidas do início da gravidez até o presente momento, aposto que vocês sabiam exatamente onde estavam os seus bebês e o que eles estavam fazendo, ainda que estivesse rolando uma rave dentro da sua barriga, lá está a sua fofa cria.
Vocês já imaginaram que daqui uns dez ou quinze anos os seus pequenos serão adolescentes e quererão frequentar baladinhas? Primeiro serão as matinês, ou aquelas que terminam no máximo meia noite. Até aí, beleza você leva, vai com o maridão fazer um lanchinho no shopping, um cineminha e depois volta para buscar. Mas, lamento informar que essa fase também vai passar e, quando maiores de idade quererão as baladas noturnas, aquela que o camarada volta para casa com o cabelo desgrenhado trazendo o pão, sacomé?
Claro que as chances de você, mãe que está me lendo, educar um cidadão de bem, que não irá cometer nenhum ato ilícito é de 98%, fique tranquila. Mas, não temos controle sobre a vida, infelizmente, vocês não podem impedir que o rapazinho não queira que os pais busquem e prefiram vir de busão com os manolos às 5 da matina tomando sereno, comendo qualquer porcaria, depois de sair de um lugar quente e fechado, também não podem impedir a gatinha saia de casa toda perfeita, deixando o quarto uma bagunça, na expectativa de encontrar o paquera que não irá aparecer ou aparecerá com outra e, o pior de tudo, eles podem se divertir a beça, dar tudo certo e nem lembrar que vocês existem. Quando seus pequenos ficarem grandes, suas noites insones ganharão o que para uma mãe é o pior: não saber o que está acontecendo com o seu picurrucho. E não adianta ligar de cinco em cinco minutos para saber como estão as coisas, pois as chances do celular sequer ser ouvido são imensas, o que só vai aumentar sua angústia.
   Mas todo esse desespero de vocês não importa nada, sabe por quê? Por que no final tudo vai dar certo e os rapazes e gatinhas, suados, tristes, decepcionados, ou felizes e realizados saberão que aconteça o que acontecer tem uma mãe acordada esperando com leitinho quente.
Então, cara amiga, sinta-se feliz de acordar várias vezes com o seu pequeno dentro de você ou no quarto ao lado, de trocar as fraldas, de espantar os monstros, de curar as cólicas, pois quando ele for do mundo, o melhor que você tem a fazer é como a minha mãe faz com o meu irmão, dormir em paz sabendo que o melhor já foi feito e que agora a noite dele já não lhe pertence mais.

3 comentários:

  1. Não fala essas coisas não!
    Sem dormir pra sempre? Aff!

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  2. Olha vou te dizer que... É complicado!!!! Já estou na fase dos 15 anos, baladinhas e tudo mais e tb na fase de acordar de madrugada dar carinho e tals... Por aqui ainda tô preferindo as saidas da Gi, pois geralmente eu e outros pais nos revesamos no leva e trás e isso ainda está sob controle, o que ainda não consegui controlar foi o sono do Lucas!!! rs

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