terça-feira, 21 de julho de 2015

[#LMnaDisney] A escolha do carrinho e o veredito final. Valeu a pena?



Algumas semanas antes da viagem, pesquisei bastante a respeito de carrinho para Eduardo usar durante a viagem. Aqui no Brasil, o carrinho dele está encostado há pelo menos três anos, mas lá, por experiências de conhecidos e também pelo que eu li, me convenci de que teria que providenciar um por lá. Eram três as minhas opções:

1. Levar o daqui;
2. Alugar um lá;
3. Comprar um por lá.

A opção de levar daqui foi logo descartada, já que seria impossível levar malas e carrinho estando sozinha. Aluguel me passou pela cabeça, mas o valor para todos os dias estava saindo alto, por volta de 150 dólares. Aí sobrou a terceira opção, comprar um carrinho barato e deixar lá no fim da viagem. Pois bem, cerca de duas semanas antes da viagem, fiz a compra do carrinho e de algumas outras coisas no site do Walmart e mandei entregar no hotel. Recebi as confirmações de envio, o rastreio e a previsão de entrega de cada uma das encomendas.

Chegando lá, fui ao Front Desk do hotel para pegar as encomendas e para minha surpresa, o carrinho não havia chegado, somente os outros pacotes! Entrei no rastreio pelo site da Fedex e a única informação é de que saiu de determinada cidade e nada mais. Eu precisava resolver isso, pois já tinha parque no dia seguinte, então fui a um Walmart tentar falar com alguém. Chegando lá, a já sabida falta de paciência dos funcionários americanos com turistas só me deixou com o seguinte: "não podemos fazer nada, ligue no serviço de atendimento". Para não ficar com mais raiva, comprei um carrinho lá mesmo, levei pro hotel, montei (foi fácil) e pronto. Entrei no site do Walmart e relatei o ocorrido, passei o rastreio e eles me responderam prontamente, pedindo desculpas pelo ocorrido e que iriam me reembolsar da compra. Muito diferente do atendimento na loja, fiquei surpresa.

Bom, sobre o carrinho. Não queria comprar nada muito caro porque deixaria o carrinho por lá. Depois de pesquisar bastante sobre um bom custo x benefício, cheguei ao carrinho Kolcraft Cloud Umbrella Stroller. Ele é para crianças de até 18kg, um pouco menos que Dudu pesa, mas achei ele melhor do que muitos que pesquisei. O carrinho não era robusto, não reclinava e com a minha altura era meio chato de empurrar, mas nos serviu perfeitamente. Dudu ficou os quinze dias de motorista, tinha proteção do sol super forte e servia para o descanso no fim do dia. Era super compacto e leve. Aguentou com bravura os 15km diários, tomou chuva, muito sol, sobe e desce de ônibus e carro. Custou 29 dólares e foi o mesmo que comprei no site e não chegou.

O veredito final? Aprovado. Não compraria para uso regular, mas para esse tipo de função, ele serve perfeitamente. Pra quem acha que criança de mais de quatro anos não precisa de carrinho, eu digo: precisa sim! Nossas crianças não estão acostumadas com esse tipo de caminhada. Meu contador de passos do Iphone contava 13 a 15km por dia de caminhada e se a gente se cansa, imagina eles?

Foi um investimento e não me arrependo nenhum pouco de ter comprado, mesmo que pra deixar no quarto do hotel, com choro de criança que gostou da vida boa e pediu pra trazer o carrinho pro Brasil pra poder passear no Shopping.

Quando bate a bad, o carrinho tá lá pra levar a criança!


terça-feira, 14 de julho de 2015

Para Sempre Alice e a minha relação com o Alzheimer



Foi em uma sala de cinema que fui pega desprevenida ao ver o trailer do filme Para Sempre Alice. Aqueles poucos minutos me fizeram ter um ataque de choro, daqueles de soluçar. Prometi que não veria o filme. Mas alguns meses depois me vi baixando o livro no Kindle e enfrentei todo o medo da leitura.

Para Sempre Alice conta a história da Doutora em Linguística Alice Howland, que se vê em comportamentos erráticos e lapsos de memória, que em um primeiro momento acha são decorrentes do Stress, mas depois de muitos exames, é diagnosticada com o mal de Alzheimer.

O livro é muito impactante. Fala sem rodeios do avanço da doença ao longo dos meses e como Alice vai perdendo toda a sua capacidade cognitiva, até não se lembrar de nada, do nome dos filhos, do marido e tarefas simples. Ainda fala de dados desconhecidos pela maioria de que, geneticamente, há 50% de chances dos pais transferirem o gene aos filhos e que dos filhos que carregarem o gene, 100% desenvolverão a doença.

O mal de Alzheimer ronda minha família já há pelo menos duas gerações. Minha bisavó teve, minha avó foi a única dos irmãos que teve e a vi literalmente definhar até não se lembrar mais como engolir água e precisar ser alimentada por uma sonda, até sua morte. Não é um assunto fácil e em casa não falamos muito sobre ele.

Se antes do livro eu já tinha um certo medo, depois do livro virou algo constante. Medo por mim, pela minha mãe, pelos meus irmãos, pelo meu filho. Acompanhamos de perto o que é cuidar de uma pessoa com essa doença, os desafios são muitos e crescentes conforme a doença avança. Não é fácil para quem está doente, mas também é muito difícil para os cuidadores, a carga emocional é altíssima. Tenho medo de esquecer quem sou, de esquecer meu filho, de ser um peso na vida das pessoas.

Depois de descoberta a doença, Alice programa em seu celular uma série de perguntas cotidianas para que sejam respondidas por ela diariamente e um aviso para que quando ela não soubesse mais responder as perguntas, deveria abrir um arquivo com instruções para acabar com a sua vida. Com o progresso da doença, Alice vai se esquecendo dos detalhes e chega o dia em que ela finalmente abre o tal arquivo com as instruções. Não vou falar o que acontece, mas o drama é tão palpável ao ver Alice definhando que não consigo parar de pensar no que eu faria no lugar dela.

Há a possibilidade de fazer um exame para se descobrir o gene. Não sei se teria coragem de fazê-lo, acho que não saberia lidar com a iminência de uma doença assim, pois não há cura, não há prevenção, há apenas uma certeza: se o gene estiver lá, a doença vem, mais cedo ou mais tarde.

O que ficou de lição para mim nesse livro (assisti ao filme também, está no Netflix!) é que devemos sim viver o clichê de uma vida plena, sem culpas nem arrependimentos, pautada no amor, para que as pessoas tenham boas lembranças da gente. Eu não tenho lembranças da minha bisavó ainda lúcida e apesar de ter convivido por muitos anos com a minha avó, são os anos que ela carregou a doença que me marcaram mais.

E mesmo que se felizmente você não tiver a genética desfavorável como a minha, assista ao filme ou leia o livro. Vale pela reflexão de como vivemos nossa vida e deixamos nossa marca no mundo.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

facebook e seus afastamentos

Que o Face veio para aproximar as pessoas isso já é de conhecimento geral da nação.
Mas ele também trouxe uma nova forma de se relacionar

hoje em dia somos melhores amigas, primas, netas... quando não, filhas apenas pelo Face!

não estou dizendo que vc que mora em outra cidade, estado - país não seja útil! é e muito! podemos compartilha coisas que não contaríamos para que não iria receber uma carta! 

carta! lembra dela? eu sou do tempo que me correspondia com um namoradinho em São Paulo e não tinha como ligar todo dia, então se escrevia quase uma enciclopédia por semana! contando os dias, os acontecimentos... e ela levava 3 a 5 dias para chegar! então pensa! escreve... escreve... escreve - manda 4 dias depois a pessoa começa a responder.... ai mais não sei quantos dias até ela postar... ufa! que empenho!

mas hoje não! aconteceu - pumba! tá na TL pra Deus e todo mundo ler! 

o que tem de mau nisso? o mau está que as pessoas se acomodaram! não se visita! não se liga! não se importa, a não ser pelo Face! 

muito mais fácil dar os parabéns pelo Face e afins do que levantar a bunda da cadeira e ir até a pessoa dar um abraço

muito mais fácil desejar melhoras pelas mídias sociais do que pegar o carro e ir ver se avó precisa de algo, levar um bolo

muito mais fácil dar os pêsames pela internet do que ir até o amigo dar um abraço apertado no luto 

daqui a pouco os parentes só saberão de falecimento e nascimento por postagens! 

povo... bora viver mais perto de quem está perto! bora deixar de ser parente pelo Face e ser CARA A CARA! 

#prontofalei


quarta-feira, 1 de julho de 2015

[#LMnaDisney] Receitinha: Waffles da Disney

Se tem uma coisa que se faz na Disney é comer. Se come muito por lá e digo, eu não como bem. Me entupo de porcarias porque não gosto de comida americana, então me sobram poucas opções. Mas comi algumas vezes o famoso Waffle servido nos restaurantes e nos parques da Disney, ele é simplesmente delicioso! Lá fiquei tentada a comprar uma máquina de Waffles, não era cara, mas o pouco espaço na mala não me permitiu trazer essa belezinha aqui:



Chegando aqui, o que fui fazer? Procurar uma máquina de waffles, hahahahaha. E achei uma básica da marca Vicini, por R$25,00! Uhuuuu, comprei! Assim que chegou, fui procurar receitas de waffles para testar a máquina e não é que o Google me levou até a receita dos Waffles da Disney? Vitóriaaaaaa!

A receita é bem fácil e ficam sim, iguais aos servidos por lá. Gosto de comer com Mapple Syrup (que já se encontra aqui em mercados como Pão de Açúcar), Nutella, geleia, o que tiver em casa. Vamos ver a receita?

Waffles da Disney (Receita do site The Disney Chef, traduzida e adaptada por mim):




Ingredientes:


4 claras
4 gemas
2 colheres de sopa de açúcar
1 copo de leite
1/4 de tablete de manteiga ou margarina derretida e deixada em temperatura ambiente
1 colher de chá de baunilha (mas pode colocar mais um pouco)
2 copos de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal

Modo de preparo:

Bata na mão as gemas com o açúcar até que fiquem homogêneas. Adicione o leite, a margarina e baunilha e mexa até que a mistura fique também homogênea. Adicione a farinha, fermento e o sal. Misture bem até tirar as pelotas da farinha, mas não misture demais para que a massa não fique cheia de bolhas. Se sentir que a massa está muito grossa e pesada, adicione leite aos poucos até que a mistura se assemelhe a um pudim desses de caixinha. Reserve. Em uma travessa separada, bate as claras até que fiquem firmes. Usando uma espátula, incorpore as claras na massa gentilmente, mas sem voltar para a batedeira.




Asse a massa de acordo com as instruções da sua máquina de Waffles, quando estiverem levemente dourados, pode retirar. A massa expande muito, então cuidado com a quantidade de massa que você vai colocar de cada vez, que pode transbordar.





Se você não tem uma máquina, essa receita também pode ser feita na sanduicheira, ou até na frigideira, como uma panqueca. Basta observar o ponto.

Adicione o que tiver em casa, manteiga, xarope, geleia, frutas picadinhas, chocolate derretido, sorvete, a imaginação é que manda!




Essa receita rendeu dez waffles e eu congelei individualmente. Depois foi só colocar no forninho por dez minutos e fica fresquinho e crocante.

Dudu já tinha amado os waffles (difícil fazer o moleque gostar de algo novo) e está amando os waffles da Disney da mamãe!