terça-feira, 16 de setembro de 2014

50% das crianças asmáticas ainda estão sem controle da doença, revela estudo


Acesso a medicamentos pela farmácia popular e acompanhamento médico ainda não se traduzem no controle da asma. Foi o que revelou o estudo ProAsma realizado pelo Centro Infantil do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS. Segundo a avaliação, metade das crianças com asma em idade escolar não tem a doença controlada, o que impacta diretamente em suas atividades cotidianas. “O controle da asma é essencial para a saúde da criança e também para seu bom desenvolvimento. Crianças com asma não controlada dormem mal, não conseguem fazer atividades físicas, perdem dias de aula, podendo apresentar quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima”, explica o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, diretor do Instituto.

O especialista ainda alerta sobre a importância de observar o histórico de cada paciente. “A asma deve ser avaliada levando em conta a adesão ao tratamento e o controle dos sintomas. Muitas vezes, recorrer ao atendimento médico para tratar os sintomas no momento da crise é considerado como correto tratamento da doença, quando, na verdade, a quantidade de crises e busca rotineira pelo pronto-socorro devem acender o alerta de que pode se tratar de uma asma grave, que necessita de tratamento diferenciado”.

Outro dado da pesquisa que chama a atenção é que mais de 60% dos pais admitem esquecer com frequência as medicações de manutenção dos seus filhos, o que compromete o tratamento e aumenta o risco de novas crises da doença. “A asma é a doença crônica mais comum na infância e, apesar de não ter cura, com o tratamento adequado é possível proporcionar melhor qualidade de vida”, explica o especialista. “Quando o paciente deixa de seguir as orientações médicas, o risco de novas crises e internações aumenta, prejudicando o dia a dia não só da paciente, mas também da família, que deixa de trabalhar para se dedicar as necessidades da criança como ir ao pronto-socorro, fazer consultas e tratamento de emergência”.

Segundo a pesquisa, no último ano, quase 70% das crianças perderam dias escolares em decorrência das frequentes crises e das consultas emergenciais, 50% precisaram utilizar corticoide oral e apenas 30% fazem uso contínuo da medicação de manutenção. É preciso estar atento também para reconhecer a classificação da gravidade da doença e tratá-la de maneira correta. Muitos crianças com asma leve a moderada conseguem controlar a doença com tratamento à base de corticoides inalados e broncodilatadores de longa duração. Em outros casos, considerados graves, o paciente, mesmo em uso dessas medicações, passa por internações frequentes, o que não pode ser encarado como um procedimento normal. Nesses casos, o tratamento pode ser reavaliado, incluindo o uso de abordagens terapêuticas mais eficazes e específicas como a anti-IgE – bloqueador de anticorpo que desencadeia a reação alérgica.

O levantamento apontou ainda que muitos pacientes (55% dos casos) convivem com fumantes no domicílio. “Aproximadamente 20% da crianças em idade escolar tem asma e quase 10% são hospitalizados anualmente, o que resulta em um enorme problema de saúde pública, impactando na qualidade de vida, e elevados custos diretos e indiretos para a sociedade”, alerta o especialista.

A pesquisa contou com o apoio da farmacêutica Novartis e foi realizada com 2.500 crianças, com idade média de 11 anos, em sete escolas públicas de Porto Alegre. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência e o impacto da asma em escolares, tanto no aspecto de qualidade de vida do paciente como no manejo da doença. “Os resultados mostram que as estratégias de manejo de asma em saúde pública devem ser amplamente revisadas, com importante ênfase na abordagem educacional da doença e de hábitos de vida saudáveis”.


Sugestão de pauta enviada por S2publicom

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A tristeza de não ter um segundo filho


Quando vejo algumas mulheres dizendo que nunca teriam um segundo filho, isso me causa uma tristeza enorme. Veja bem, eu já estive nesse time depois que meu filho nasceu, eu não queria passar por tudo aquilo de novo. Então o que digo aqui é sem julgamento, pois cada um tem seus motivos, estou falando de mim, do meu sentimento de tristeza.

Imaginem vocês que meu sonho era de ter três filhos! Hoje eu vejo que isso é financeiramente inviável na minha realidade, porque ter filho é a coisa mais maravilhosa que já aconteceu na minha vida, mas vamos combinar que não é nada barato. Mas um segundinho, ahhh como eu gostaria de ter um segundo filho! Porém, por motivos de: falta de marido, não sei se a cegonha ainda bate aqui, sabe como é, não estou ficando mais nova a cada dia.

Eu sempre me lembro do planejamento da Rachel:


Agora que Eduardo está deixando de ser um bebê e virando um mocinho mais independente, começa a bater aquela saudade de bebê novinho em casa. E não é só por isso, adoro os momentos de carinho, dos cuidados, das brincadeiras. Claro que eu tenho tudo isso com ele, Dudu é um companheiro, nos divertimos muito juntos. Mas eu queria mais, eu nunca entendi as mães que tem medo de não amar tanto o segundo filho como amam o primeiro. 
Pra mim o amor só se multiplica!


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Uma conversa sobre carrinho de bebê

Já falei em um post que comprei o carrinho City Mini no enxoval.


Escolhi este carrinho principalmente pq ele tem limite de peso de 23 kg.
Ou seja, pode ser usado até a criança ter uns 4/5 anos.
E como o JP usa o carrinho até hoje, esta foi uma boa opção.
Aliás, ele já usou mais o carrinho do Gustavo que o próprio Gustavo.
Sempre que saímos para caminhar na rua, no parque ou no shopping ele acaba pedindo para ir pro carrinho depois de um tempo. Eu realmente não me importo.

Optamos em um carrinho assim, pois os carrinhos-berço são muito práticos nos primeiros meses ou primeiro ano do bebê. Depois que o bebê cresce, ao meu ver, estes carrinhos viram trambolhos. Ocupam muito espaço e não suportam tanto peso.
Foi a minha experiência com o JP. Comprei um carrinho-berço, que nos serviu por um ano. Depois que cresceu, o carrinho não suportava mais o peso dele e tivemos que trocar por um outro que suportasse mais peso.
Como usamos carrinho até hoje com JP, optamos por um carrinho mais robusto, pois o do JP já está bem judiado.

Geralmente saímos somente com um o City Mini e colocamos Gustavo no colo quando JP vai descansar um pouco. 
Pensamos em um carrinho duplo, mas devido a idade do JP (quase 5 anos) vimos que teria pouco uso, pois a cada dia menos ele irá usar o carrinho.
Além disto, esta opção é fácil de dobrar (sim igualzinho aparece nestes vídeos da marca) e não é enorme dificultando vc guardar em casa ou no carro.

Quando você for escolher o carrinho sempre pense: 

Por quanto tempo quero usar o carrinho? 
Qual o custo-benefício? 
Quanto espaço tenho para guardar o carrinho em casa/ carro?

Pq a princípio você pode pensar só no custo do carrinho, mas a longo prazo um investimento um pouco maior compensa, pois não será necessário comprar um segundo carrinho para passeio.

 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

E o ciúmes?

Aqui está assim: se estamos só nós quatro (eu, Fabio, JP e Gustavo) não tem ciúmes, não tem choro, tem rotina, tem vida normal. 
Se chega qualquer pessoa ou vamos para casa dos avós o negócio muda de figura.
Claro, JP sempre foi o centro das atenções e dividir não está sendo fácil para ele.

Antes do Gustavo nascer, conversamos muito a respeito disto com ele e preparamos tudo para que não houvesse grandes danos.
Muita coisa funcionou, ele ama o irmão, o protege, fala do irmão para todo mundo, é um irmãozão.
Uma das atitudes do JP que demonstram isto é quando Gustavo está choramingando no carro e ele se estica todo e passa a mão na cabeça dele e fala:
- Calma Gu, estou aqui, sou seu irmão.
Juro que meu coração derrete e tenho vontade de pular pro banco de trás e dar uma mordida...

Antes de Gustavo nascer conversamos que o irmão ia chegar, que ele iria dividir os avós, os tios, as tias e a dinda.
Ele sempre disse que as vovós não ia dividir.
E este é onde mora o maior ciúmes dele.
Dividir o colo das vovós com o irmão.
Quando uma das vovós está com Gustavo ele faz de tudo para chamar a atenção. E este de tudo é de tudo mesmo.
Sobe no sofá, pula, grita, sabe criança fazendo birra? Fica um pouco pior.

Já conversei com ele, conversamos muito com ele e lógico com as avós, mas tem sido momentos tensos.
Acredito que é um ajuste mesmo.

E com vcs como foi o ciúmes entre irmãos?