quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Primeira Papinha

Ao descobrirmos a alergia da proteína do leite (APLV) a pediatra/gastro nos alertou que a introdução alimentar do Gustavo deveria ser lenta e com poucos alimentos de cada vez para verificarmos se a alergia seria “apenas” de leite.
Atrasamos um pouco mais a introdução do almoço/janta pq íamos viajar e não sabíamos como iam ser os almoços e jantas em outro país. Por mais que tivéssemos acesso aos mercados, ficamos com medo da contaminação cruzada. No começo da introdução alimentar comprei duas panelas, talheres e pratos para serem usadas somente para fazer a papinha dele. E por mais que não seja tão fora da realidade isto, explicar para as pessoas é complicado, pois podem achar frescura, que estamos exagerando ou até mesmo ficar com pena da criança.
E felizmente ser APLV não é o fim do mundo, é sim uma luta diária contra traços, contra rótulos de produtos incompletos, ligação a SAC das empresas, mas é perfeitamente possível e existem muitas substituições para o leite de vaca.
A introdução de frutinhas começou com uns 6 meses e foi bem complicada. Foi difícil por que querendo ou é complicado sair do leitinho único alimento para um mundo de novos sabores e texturas.
Lembro que João Pedro provou primeiro maça aos 4 meses e curtiu. Tivemos mais dificuldade mesmo na comida salgada. Nossa!!! Era tanto choro, que desespero!!! Pra que tanto choro. Quase desisti!!! Ainda bem que são poucos dias até eles pegarem gosto de comer.
Com Gustavo não foi diferente.
A primeira tentativa foi banana. Oh tristeza! Choradeira! Ele pegava a banana olhava, olhava... e depois colocava na boca, sentia o gosto e jogava longe a banana. E quando insistíamos colocando com colher na boca era pior.
Depois de alguns dias ele começou a comer super bem. Adora banana, tanto que vê na feira ou mercado banana e já aponta e quer pegar pra colocar na boca. Outra fruta que ele gosta muito é ameixa.



Ameixa geladinha ajudou muito quando os dentes começaram a nascer.
E sabe o que esqueci? Que a introdução alimentar também pode causar assaduras!!! Ai!! E o menino começou a ficar com a pele sensível, toda vermelha. Como eu não estava usando em todas as trocas de fraldas pomada anti assadura, passei a fazer isto imediatamente para evitar.
Quando começamos a introdução do almoço e jantar quase não tivemos dificuldade, ele aceitou bem. Só não curte muito beterraba, mas mesmo assim vou insistindo. E sem aparente nenhum outro tipo de alergia!!! A melhor parte!





quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SMAM 2015: Editorial Fotográfico CONTATO

A fotógrafa familiar Michelle Arantes produziu o editorial CONTATO, onde segundo Michelle, foi todo retratado em preto e branco, com os bebês sendo amamentados de ângulos, formas e olhares diferentes. A ideia foi capturar a emoção e o contato físico e emocional do bebê para com a mãe e da mãe para com o bebê.

Aqui algumas das lindas fotos do editorial:









O editorial completo pode ser acessado no link:
https://www.facebook.com/michellearantesfotografia/posts/861371153912634?pnref=story

Site: www.michellearantes.com.br

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SMAM 2015: É possível voltar ao trabalho em tempo integral e seguir amamentando?

A SMAM - Semana Mundial de Aleitamento Materno é celebrada de 01 a 07 de Agosto em 120 países e o tema deste ano é "Amamentação e Trabalho: Para dar certo, o compromisso é de todos". Seguindo o tema, a  nossa leitora e amiga Marcela Feilhaber (@Lugaf) mandou esse texto sobre amamentação e volta ao trabalho. Sabemos que esse é um assunto delicado e ela relata como foi sua experiência bem sucedida com a Dalila. 

"Cada mãe tem uma experiência diferente com relação a amamentação e inclusive a experiência com um filho pode ser muito diferente da com o outro. Eu posso falar única e exclusivamente das minhas experiências .  E para a SMAM quero contribuir falando de aleitamento e a volta ao trabalho, no caso, do aleitamento da minha segunda filha.

Voltei ao trabalho quando Dalila tinha apenas 3 meses, foram algumas semanas de trabalho seguidas de um mês de férias e finalmente a temida volta em tempo integral quando ela completou 5 meses. Para me preparar comecei a fazer estoque de leite com um bomba automática, tive que provar 3 marcas até encontrar a que melhor funcionava, uma amiga me emprestou a Medela e conseguía  tirar bastante (+-100ml).  No início realmente sai pouco leite mas é importante não desistir que com o tempo e prática melhora. 

Como Dalila era pequena, durante minha ausência o leite era dado por mamadeira, eu não tentei que ela pegasse comigo, ela reclamou um pouco mas pegou a mamadeira com a babá quando eu não estava.  Acho que o que ajudou muito foi que ao chegar em casa voltávamos para amamentação em livre demanda, inclusive à noite já que fazemos cama compartilhada. A realidade é que pode existir uma certa compensação por parte do bebé quando a mãe passa o dia fora, este tende a mamar mais que o bebé que fica o dia todo com sua mãe mamando a livre demanda. Por isso a cama compartilhada me ajudou, me levantar várias vezes por noite para amamentar  seria cansativo demais.

Depois de alguns meses meu estoque acabou e eu não conseguia tirar o suficiente durante o dia para suprir o que ela tomava. Na minha ausência, ela tomava primeiro o LM que eu havia tirado na véspera e se sentisse fome depois tomava LA. Isso seguiu por um tempo até não precisar mais complementar com LA , já que maiorzinha ela comia bem e tomava suco. 

Depois que ela fez um ano deixei de tirar no trabalho, só dando de mamar quando estávamos juntas. Houveram muitas viagens a trabalho, nunca de mais de 5 dias, onde eu tirava leite de forma manual para não inflamar o seio e estimular a produção. Isso pra mim foi o mais complicado. A cada viagem senti a angustia dela desmamar na volta mas apesar de sempre ter algumas 
dificuldades no primeiro dia, ela terminava voltando a mamar normalmente. 

Dalila completa 2 anos no final de Agosto e seguimos com amamentação em livre demanda, não sei por mais quanto tempo e espero conseguir um desmame gradual, tranquilo e consensual. Não vou dizer que foi fácil o caminho que escolhi mas posso afirmar que é possível e muito gratificante, sinto muito orgulho de até onde conseguimos chegar.  

Para todas as mulheres que vão encarar a volta ao trabalho em breve: meu abraço e minha torcida! Amamentar é possível!" 

Marcela e Dalila 
Obrigada Marcela, pela confiança e por compartilhar a sua experiência com as leitoras!

terça-feira, 21 de julho de 2015

[#LMnaDisney] A escolha do carrinho e o veredito final. Valeu a pena?



Algumas semanas antes da viagem, pesquisei bastante a respeito de carrinho para Eduardo usar durante a viagem. Aqui no Brasil, o carrinho dele está encostado há pelo menos três anos, mas lá, por experiências de conhecidos e também pelo que eu li, me convenci de que teria que providenciar um por lá. Eram três as minhas opções:

1. Levar o daqui;
2. Alugar um lá;
3. Comprar um por lá.

A opção de levar daqui foi logo descartada, já que seria impossível levar malas e carrinho estando sozinha. Aluguel me passou pela cabeça, mas o valor para todos os dias estava saindo alto, por volta de 150 dólares. Aí sobrou a terceira opção, comprar um carrinho barato e deixar lá no fim da viagem. Pois bem, cerca de duas semanas antes da viagem, fiz a compra do carrinho e de algumas outras coisas no site do Walmart e mandei entregar no hotel. Recebi as confirmações de envio, o rastreio e a previsão de entrega de cada uma das encomendas.

Chegando lá, fui ao Front Desk do hotel para pegar as encomendas e para minha surpresa, o carrinho não havia chegado, somente os outros pacotes! Entrei no rastreio pelo site da Fedex e a única informação é de que saiu de determinada cidade e nada mais. Eu precisava resolver isso, pois já tinha parque no dia seguinte, então fui a um Walmart tentar falar com alguém. Chegando lá, a já sabida falta de paciência dos funcionários americanos com turistas só me deixou com o seguinte: "não podemos fazer nada, ligue no serviço de atendimento". Para não ficar com mais raiva, comprei um carrinho lá mesmo, levei pro hotel, montei (foi fácil) e pronto. Entrei no site do Walmart e relatei o ocorrido, passei o rastreio e eles me responderam prontamente, pedindo desculpas pelo ocorrido e que iriam me reembolsar da compra. Muito diferente do atendimento na loja, fiquei surpresa.

Bom, sobre o carrinho. Não queria comprar nada muito caro porque deixaria o carrinho por lá. Depois de pesquisar bastante sobre um bom custo x benefício, cheguei ao carrinho Kolcraft Cloud Umbrella Stroller. Ele é para crianças de até 18kg, um pouco menos que Dudu pesa, mas achei ele melhor do que muitos que pesquisei. O carrinho não era robusto, não reclinava e com a minha altura era meio chato de empurrar, mas nos serviu perfeitamente. Dudu ficou os quinze dias de motorista, tinha proteção do sol super forte e servia para o descanso no fim do dia. Era super compacto e leve. Aguentou com bravura os 15km diários, tomou chuva, muito sol, sobe e desce de ônibus e carro. Custou 29 dólares e foi o mesmo que comprei no site e não chegou.

O veredito final? Aprovado. Não compraria para uso regular, mas para esse tipo de função, ele serve perfeitamente. Pra quem acha que criança de mais de quatro anos não precisa de carrinho, eu digo: precisa sim! Nossas crianças não estão acostumadas com esse tipo de caminhada. Meu contador de passos do Iphone contava 13 a 15km por dia de caminhada e se a gente se cansa, imagina eles?

Foi um investimento e não me arrependo nenhum pouco de ter comprado, mesmo que pra deixar no quarto do hotel, com choro de criança que gostou da vida boa e pediu pra trazer o carrinho pro Brasil pra poder passear no Shopping.

Quando bate a bad, o carrinho tá lá pra levar a criança!