terça-feira, 26 de maio de 2015

1 ano atrás

Neste último ano só tenho a agradecer por um anjinho ter entrado na minha vida já com pé na porta tudo!

Gustavo faz um ano dia 26/05 (hoje).

Que delícia de menino.

Eu achei que amor de mãe seria diferente para cada filho e isto, pra mim, não é verdade. Amo meu anjinho com todas as forças e amo mais que tudo meu JP, que está um mocinho.

Na noite anterior ao nascimento do Gustavo fomos pro hospital pq minha pressão estava alta. E olha, alta mesmo.
Cheguei lá, cardiotoco, toque, blábláblá, soro, remedinho e tava quase fugindo do ultrassom, mas desci pra fazer.

Vcs acharam que a Meg não estaria lá? 

E o que dizer deste menino que amo tanto?

Estava frio, muito frio, uma sala gelada, eu sozinha pq o Fabio tinha ficado no outro andar com JP que estava dormindo no sofá. 
Na TV passava o programa Superstar, com a Fernanda Lima e tocava uma banda esquisita. O cara usava uma roupa estranha, uma calça com bota, um treco na cabeça e bigode. Eles foram desclassificados. E eu chamada pra fazer o ultrassom.

Tarcísio Meira's Band recebeu 28% dos votos durante o Top 12 do reality
Tarcisio Meira´s Band eliminada no dia 25/05
http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2014/05/26/banda-gaucha-recebe-menor-pontuacao-ja-dada-no-superstar.htm

Ultrassom feito, médico sem tato nenhum dizendo que não tinha líquido na bolsa, aquilo que já contei.
Falamos com a médica e fiquei com medo de ir pra casa. 
Cesárea no outro dia cedinho.

Na sala pré-parto, Fabio mandando mensagem pra galera

Lembro de ter mandado mensagem para minha irmã avisando que ia ter o Gustavo no dia seguinte cedo, mas que não era pra avisar meus pais. Lógico que ela acordou eles e contou. Lógico que logo cedo ela estava lá com eles. 

Enfim, o fim de gestação que não planejei, mas com um  recomeço lindo. A chegada do meu menino que reinventou minha vida.

De boa...
Se com JP eu tinha medo de tudo, medo de não dar conta, medo de não ser uma boa mãe, com Gustavo eu já tinha certeza que de um jeito ou de outro a vida ia seguir eu sendo ou não uma boa mãe.

Só dormiu neste dia... foto Gisele Fap
E é isto que me deixa cada dia mais certa que os dois Jp e Gu são a razão da minha vida. Meu dia só é perfeito com eles.
Tem dias que quase não consigo fazer o que preciso pq estou com sono, cansada de mais uma noite sem dormir (pq Gustavo simplesmente não curte dormir), mas eu não consigo parar de pensar no momento que eu vou reencontrá-los e dar um cheiro daqueles!

Muito amor envolvido, foto Gisele Fap
Ah esses meus dois amores.
E o momento que os dois se viram pela primeira vez? 
Tenham filhos, muitos.
Eu parei por aqui.
Mas tenham uma meia dúzia só pra viver esse melhor momento muitas vezes.

Família reunida, foto Pedrinho Fonseca

Foto antes da festa do Dia das Mães

Ensaio NewBorn - Gisele Fap - http://www.giselefap.com.br/newborn.php
Foto Família - Pedrinho Fonseca - http://www.pedrinhofonseca.com/

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O pior dia da minha vida

       

Vou contar agora o que aconteceu quando parei de amamentar o Gustavo.
Não não foi este o pior dia, mesmo este dia sendo difícil e doloroso. Estava indo super bem na amamentação, doando leite e super me realizando, tinha superado todos os meus medos, mas não, não foi o pior dia.

O pior dia foi três dias depois que deixei de amamentá-lo.

Quando decidi parar de amamentá-lo tinha muito leite, mas como não iria prosseguir, precisava secar meu leite. E mesmo acabando o estímulo meus seios estavam cheios de leite. 
Liguei para minha G.O., ela disse que era para enfaixar os seios e tirar o excesso e se não resolvesse ir ao P.S. pq ela estava de férias e não tinha como me atender e medicar.
Enfim, dois dias depois lá vou eu ao P.S. com os seios duros, doloridos e pretos. Sim pretos, era tanto leite que não sei explicar de onde veio. 

Lá no P.S. a médica que me atendeu falou que o ingurgitamento era comum, e a orientação foi um remédio, enfaixar e tirar o excesso. 
Passei na farmácia, comprei o remédio (bem salgado o preço) e comecei a tomar.
Tomei duas vezes e comecei a sentir meio tonta, boca formigando, estômago virando.
Dormi e amanheci da mesma forma, só que vomitando e continuava com os seios cheios, pretos.

Suspendi o medicamento, pq percebi que eu estava com alergia a ele (normal para mim).

Fui pra minha mãe e aí começou o pior dia da minha vida, mais doloroso.
No caminho, vomitei, vomitei até acabar tudo que tinha comido.
As dores no seio aumentaram e comecei a ficar mais enjoada.


Meu marido me levou a outro P.S. chegando lá, contei do que tinha acontecido e a médica disse que aquele era o medicamento mesmo, não tinha outra opção, então que eu teria que secar o leite naturalmente.
E o pior: tinha que esvaziar meus seios, que estavam um três ou quatro números além do normal. Estavam enormes, pesados, doloridos, pretos. 

A partir daí só posso dizer que nunca tinha sentido tanta dor na minha vida.
Uma enfermeira foi me ajudar a esvaziar os seios.
Estava tão "empedrado" que só o toque eu já gritava de dor.
Quando ela começou a fazer massagem para esvaziar o peito, só lembro que gritei e fui acordada pela médica e dois enfermeiros.

A dor foi tão intensa que quando ela recomeçou a fazer a massagem mais dor, dor, dor e vômito.
Fiquei por muito tempo pensando se estava certo tudo aquilo.
Nunca tinha ouvido falar que pudesse ser tão doloroso, intenso, tão difícil.

E foi assim por quase uma hora até as duas mamas estarem suficientes vazias.

Sai do P.S. acabada e enfaixada. Chorei. Meu marido fala que ouviu um zum zum zum na recepção, mas não sabia o que era. 
Ele entrou só depois que já tinha recuperado do desmaio.

Fomos pra casa e durante a semana toda fiquei enfaixada, quando pegava o Gustavo no colo pensava se tinha feito a escolha certa.
E eu sabia que tinha. Sempre que olhava para ele e o via bem, sem manchas, sem sangue nas fezes e todo o resto dos sintomas que não consegui acabar com a minha restrição alimentar.

Este é só um desabafo. 
Está chegando perto do aniversário do Gustavo e estou me recordando dos bons momentos que ele me fez passar, dos medos que me fez superar, dos acertos, dos meses de amamentação exclusiva, que eu provei para mim mesma que eu era capaz de mantê-lo saudável, que podia deixá-lo saciado com meu leite, que eu era a sua fonte de alimento.

E esta é uma dor tão minha que nem consigo relacionar a ele. 
É só minha.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Hábitos no trânsito

Estive em um evento da Michelin e CBF no final de abril.
O evento marcava o início da campanha #SaveKidsLives, que consiste em reduzir os acidentes de trânsito com crianças.





A cada quatro minutos no mundo, e a cada duas horas no Brasil, um criança morre por conta de um acidente de trânsito, além de tantas outras feridas e com danos permanentes.
A campanha consiste em assinar um manifesto no site: www.savekidslives2015.org para chamar a atenção das autoridades de todo mundo para incluir "Segurança no Trânsito" em suas agendas e discussões.



A CBF vai promover, em parceria com a Michelin, uma série de ações para dar visibilidade ao assunto como uma bola temática na primeira fase do campeonato Brasileiro, faixas carregadas pelos jogadores e estandes nas partidas.



Além disto, a campanha tem um embaixador de muito peso com as crianças o craque David Luiz!!!



Estive pensando em como posso mudar meus hábitos como motorista para diminuir acidentes.
Por exemplo, da minha casa ao trabalho são 3 quilômetros, que faço em 8 minutos. E na rua paralela a minha tem um comércio bem forte com mercados, farmácias, salões, restaurantes e lógico muito carro e faixas de pedestre.
Tem dias que simplesmente é impossível passar por lá sem se estressar pq tem sempre um apressadinho querendo cortar na frente jogando o carro em cima do meu e assim por diante.
Fiz uma uma experiência simples essa semana, e que vou manter. Deixei todos os carros que desejavam entrar na minha frente, parei para todos os pedestres passarem (o que aqui em SP não é hábito como em outras cidades do mundo) e sabe quanto tempo a mais no meu percurso? 1 minuto.
Sim, passei a cumprir com meu papel de cidadão, deixei de me estressar e gastei apenas mais um minuto.
Foi dificil? Custou alguma coisa? Não.
Só deixei os outros motoristas mega irritados, pq eles querem passar, não querem esperar,  mas acho que isto é o de menos.
Um minuto na minha vida de motorista pode mudar a vida de muitas pessoas, evitar acidentes.
E já tive me questionando pq não vou a pé trabalhar ou de ônibus tb. Aí pensei, refleti muito e vi que ainda não me sinto a vontade para andar este percurso pois tenho muito medo da violência. E querendo ou não, como já aconteceu comigo, ainda não me sinto a vontade para mudar este hábito.

Faça sua parte, abra mão de 1 minuto da sua vida pelo outro.
Assine o manifesto, compartilhe em suas redes sociais!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Existe vida após a separação?


Perguntinha difícil essa, mas olha, já te respondo no primeiro parágrafo: existe sim! E ela é boa! Prestes a fazer três anos de separação, posso fazer uma avaliação de tudo que aconteceu nos últimos anos.

Foi a decisão mais complexa da minha vida, deixar quinze anos para trás não foi nada fácil, mas foi necessário. Eu tive ótimos momentos nesse período, tive um filho maravilhoso, que não existiria se fosse diferente, tudo pelo que passamos foi válido e necessário. Mas acabou e aos poucos eu fui me reconstruindo e me redescobrindo como pessoa solitária.

Eu vi pessoas me virando as costas, gente que frequentava a minha casa simplesmente se afastou porque eu não fazia mais parte do "modelo de família padrão". Eu vi olhares tortos, soube de coisas horríveis que falaram sobre mim. Há essa necessidade das pessoas julgarem e opinarem na vida dos outros. Já vão tarde. Mas algumas poucas pessoas ficaram ao meu lado e a elas eu sou muito grata por me aguentarem nessa bad trip.

Decisões que eu nunca imaginei ter que tomar sozinha agora são tomadas com certa facilidade, mas nem sempre foi assim. Eu me sentia muito perdida, desamparada mesmo e apesar de todo o apoio da família, eu sentia que estava vivendo em um universo paralelo, uma espécie de purgatório, onde tudo o que estava acontecendo era temporário. Isso não foi de uma hora pra outra, teve todo um processo doloroso de adaptação.

Com o tempo as coisas foram se ajustando. Tive um período financeiramente complexo, fiquei na vidaloka por uns bons meses. Mesmo de casa nova, não tinha tempo, dinheiro nem disposição para fazer nada nela, além do estritamente necessário. Foi mesmo um período de transição em que eu precisava botar minha cabeça no lugar. Felizmente a vida foi me mostrando os caminhos certos e hoje estou me sentindo muito bem, feliz e tranquila como há muito tempo não me sentia. Faltam alguns detalhes aqui ou ali, mas no geral eu seria ingrata se reclamasse de todas as oportunidades que se abriram pra mim.

A vida após a separação é difícil, é complicada, é dolorida, é confusa, mas é possível. Tem que ter força e perseverança que tudo dará certo. Eu consegui, nunca duvidei disso.